• O valioso tempo dos maduros

    Mário de Andrade, famoso autor brasileiro, declara, de forma concisa e fundamental, a importância de valorizar cada momento de vida com fruição, degustando cada ato, saboreando a plenitude e com inteireza.

    Veja o texto dele:

    “Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, o essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!”

    Mario de Andrade

  • Leia para seu filho e aluno

    A leitura em família ou na escola estreita os laços. Sentar-se em lugares aconchegantes e, juntos, pais, familiares, professores e alunos, faz com que o desenvolvimento infantil progrida. Em toda leitura há um mundo encantado de histórias, informações, aprendizados e a alegria do conhecimento. Esses momentos se transformam em intimidade, amor familiar, estreitamento de laços com alunos e professores. A contação de histórias existe desde que o ser humano se originou a partir da fala, é brincadeira, é fruição e contato. É mediação entre a infância e o mundo adulto. Todo ser humano gosta de contar histórias. A contação de histórias não deve se transformar em ação de exigência, que possa cair na prova, mas sim, um momento de inteira liberdade, criatividade de ampliação da imaginação, totalmente lúdica. A leitura quando envolvida com afeto e com ludicidade, prazer é a única preocupação. Isso vai provocar a expressão dos sentimentos que, por meio da arte nas suas diferentes expressões, como o desenho, o jogo, o movimento, vai criando formas adequadas de vida adulta. Por meio dos personagens, as pessoas provocam suas próprias catarses, no contato com o medo, o luto, ciúmes, invejas, além de adquirir conceitos diferenciados na construção da autoimagem. Tudo isso acontece pelo teor simbólico.

    Como as crianças aprendem por modelagem, por imitação, nas famílias onde os pais lêem mais, as crianças, com poucas exceções, passam a ler por toda a vida. A leitura, como já visto anteriormente, amplia a imaginação, o raciocínio lógico, a criatividade, melhora o desempenho escolar. Há muitas experiências de leitura e contação de histórias para crianças doentes, pois colabora na eliminação do trauma e dos processos doentios emocionais. Acompanhar a criança às livrarias para comprar livros é uma excelente forma de fazer com que eles se habituem à leitura. Ensinar a cuidar dos livros é importante, tanto como também guardar os livros juntos dos brinquedos, que trarão a ideia de que ler é tão prazeroso como brincar.

  • Etiqueta e Marketing Pessoal

    Como a convivência e a comunicação são dados essenciais para todas as pessoas, principalmente para os profissionais, hoje vamos refletir um pouco sobre etiqueta e marketing pessoal, ferramentais fundamentais para se dar bem no mercado de trabalho.

    Etiqueta nada mais é que conjunto de regras de trato entre as pessoas, provocando nas relações bom senso e bom gosto. E conhecer essas regras é importante para todas as pessoas, não são coisas de pessoas de uma ou outra classe social, é importante que se aprenda para fazer da etiqueta uma aliada sua.

    A ascensão pessoal e profissional está proporcionalmente ligada ao cultivo dos bons modos de comportamentos finos e de bom gosto, e é o que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso. E para adquirir estes comportamentos, essencial se faz a autoconfiança, que traz a elegância. E elegância se vê na maneira de se vestir, na postura e apresentação pessoal, na forma de se comunicar, vocabulário utilizado, isto porque a gentileza, a calma e a alegria abrem portas para um mundo novo na sua vida. Num mundo em que as pessoas querem competir ego inflado e você surge com nova postura, faz a diferença e assim você pode conquistar o que quiser. Assim, saberá se comportar nas diversas situações em que a vida se insere, das mais complicadas às mais comuns do dia a dia pessoal e profissional. E lembre-se sempre de que gentileza gera gentileza, dizia o profeta. Sinceridade e atenção é regra de ouro para conseguir dos outros, respeito e confiança.

    Nos nossos cursos de Etiqueta e Marketing Pessoal, nós mostramos aos participantes como se proteger das gafes, como cumprimentar, além da psicologia do marketing pessoal. Os participantes aprendem também etiqueta na comunicação, nas apresentações, ao telefone, uso do cartão de visitas, ao se vestir para diferentes ocasiões, nas mídias sociais. Desenvolvemos com os participantes, planilha de atitudes que poderão colaborar em jantares, recepções, entrevistas, reuniões de trabalho, montagem de currículos e outros.

    Cada vez mais o mundo exige prudência, comportamentos adequados, isto porque é sempre a primeira impressão que fica. Você agrada ou não agrada. E a leitura que o outro faz de você é determinante para ele em negociar com você, em oferecer-lhe uma oportunidade de trabalho. Saiba que todas as pessoas gostam de ser tratadas com gentileza, com alegria e com honestidade. Se você oferecer esses comportamentos, você conquista a pessoa.

    Magda Vilas-Boas

    Foto: Projeto Cidades da Solda - Oficina de Qualidade de Vida

  • Vendo as coisas de outro jeito

    Quando de uma reunião no salão vermelho da Prefeitura de Campinas, em que profissionais da Petrobrás e do Sebrae discursavam sobre o empreendedorismo, cheguei um pouco molhada pela exaustiva chuva que despejava na cidade as nuances de mudanças drásticas. Foi uma noite memorável pelas informações sumamente importantes para empresários de todos os ramos e de todos os tamanhos.

    Ali, em uma das primeiras fileiras do salão nobre encontrava-se um casal: ela, altiva, faladora, de uma inteligência brilhante e generosa na medida em que dava a cada um, atenção específica e amorosa. Ele, leve, terno, observador e muito bem humorado. Após o evento, decidiram algumas pessoas, a irem até um bar aconchegante para conversarmos mais um pouco. Nesse recinto, foi, aos poucos, se descortinando uma linda história de amor entre eles e deles pela humanidade. Fiquei observando como criaram, desenvolveram e continuam desenvolvendo o projeto de vida deles. É uma linda história escrita com busca de preparação constante e de aproveitar cada oportunidade com inovação, criatividade e muito afinco. Desse processo fazem parte as inúmeras viagens a diversos países no trabalho de consultoria, com atividades na ONU, no UNICEF, a autoria de mais de 100 livros referentes à literatura infantil, ilustrações, desenho gráfico, publicidade, filatelia, por meio de atividades educativas centradas em responsabilidade social e ambiental.

    Dois meses mais tarde, tive a alegria de reencontrar o cidadão do mundo, Gian Calvi, o marido enamorado de dona Lucila Martinez, durante um workshop em que eu ministrava para os facilitadores do projeto Cidades da Solda, de Cosmópolis. Sua humildade em participar de todos os momentos e se envolver em cada convite de vivência me encantou. Sua simplicidade específica de quem se reconhece aprendiz me demonstra o quanto tenho que aprender com ele. E a sua proposta de que busquemos, sempre mais a aprender a ler o mundo e interagir nele deixando-o melhor para nós e para todas as pessoas é que fortalece a minha proposta e a minha certeza de que estou no lugar certo, com as pessoas certas e fazendo o que realmente amo. E agora sei que há pessoas com quem eu possa dar as mãos e, por meio da vivência e da troca dos sentimentos, dos conhecimentos, das dores, dos saberes, possamos levar a nossa contribuição para que o mundo fique melhor, que as pessoas tenham vida decente, que possam sonhar e realizar, que possam ter a certeza de que têm dentro de si uma riqueza imensa, uma força capaz de fazer o que quiser, que acreditem em si e que possam conseguir verdadeiras realizações.

    Muito agradecida, Gian, pelo aprendizado que tenho tido com a sua presença, enorme exemplo de vida criativa com 50 anos de carreira, como escritor, educador, designer gráfico e ilustrador. Obrigada pelo sorriso de menino, pela determinada e meticulosa visão do mundo, das pessoas e das necessidades humanas; pela esperança, pela fé de que tudo possa melhorar, pela criatividade em buscar respostas, pela coragem de poder ser você mesmo, pela transparência e pela generosidade em compartilhar conosco de seu aprendizado.

    Magda Vilas-Boas

  • Novos métodos em educação

    A tradicional exposição de conteúdos, nas escolas brasileiras tem sido muito questionada e algumas escolas já trocaram por debates, experiências e exercício de aprendizado relacionado com a vida dos alunos. É importante perceber que a qualidade das aulas nas escolas e universidades é já há tempo superada, uma vez que a vida em todos os aspectos é dinâmica, onde transformações são contínuas. A visão do professor como aquele que ensina, que transfere conteúdo não pode existir mais. Até a palavra professor está superada, pois professor é aquele que professa uma verdade, que tudo sabe e, por isso, acha-se superior. O ideal que fosse educador, facilitador de aprendizagens a palavra adequada para quem, junto com os alunos, aprende. A palavra aluno também não é conveniente para a proposta atual de educação, pois significa sem luz, como se pensava no século XVI e XVII, que a mente do aprendiz fosse como uma página em branco que só receberia conhecimento a partir dos professores. Hoje percebe-se que a criança vem para a escola com inúmero aprendizados, de acordo com sua experiência de vida, na relação com o mundo, com as pessoas, com as situações de que participa.

    Então uma aula deve ser preenchida de debates, quando os educadores apresentam diferentes temas ou são apresentados pelos alunos, que trazem de sua experiência indagações, questionamentos e/ou trazem informações que a maioria dos colegas não têm ainda ou até o educador, que vive realidades diferentes das dos aprendizes. Cabe ao educador, acompanhar os temas direcionar para o aprendizado do conteúdo a que se define naquela série ou curso. Além de debates, é de suma importância a Escola abrir suas portas para a comunidade e comungar com os desafios e as possibilidades de aprendizado. As novas metodologias educacionais privilegiam a Educação Comunitária, que insere uma nova forma de relação da escola com a comunidade, de onde vêm os alunos, quando os setores (primeiro, segundo e terceiro) se juntam organicamente na busca de soluções para a Educação, promovendo assim, uma sociedade saudável, solidária, em que a partilha de conhecimentos leve à justiça, ao fortalecimento para benefícios para a comunidade e para a escola.

    A educação comunitária e o Bairro-Escola funcionam como o elemento de ligação, como catalisador para uma sociedade mais saudável, justa, solidária, empoderada e aprimorando simultaneamente, comunidade e a educação, com o objetivo de integrar escola e a comunidade, compondo uma vivência única de aprendizado[1].

    Mudar a visão da palavra conhecimento, como todos os saberes, sejam eles, acadêmico ou popular, é de fundamental importância, uma vez que o conhecimento encontra-se em toda parte. Isso determina um novo olhar para pensar e fazer educação, atualmente. Daí a importância de se juntar com a comunidade, expandir para fora das quatro paredes de uma sala de aula, conhecer a realidade do aluno e trazer para dentro da sala as discussões e os conhecimentos adquiridos por meio dos lugares, das pessoas, dos modos de vida, as organizações, as crenças, os comportamentos para que se faça uma aprendizagem integral do aluno e, ao mesmo tempo, do professor, que aprende enquanto ensina. Como o objetivo e função da educação é preparar o aluno para a vida, todo aprendizado deve ter esse efeito, conseguir buscar a conexão, a integração, a vida orgânica, entre o de fora e o de dentro, entre a escola e a vida. E, dentro desta modalidade de educação, deparamos com a dificuldade de o professor compreender e viver essa integração, pois não recebeu educação assim e muitas vezes, tende a repetir, numa rigidez em buscar novas possibilidades. O aluno prima pela liberdade de conhecer, é ávido de ir para fora da sala de aula. Qualquer professor sente isso. Foi nessa percepção de Freinet (1896-1966), educador francês, por meio de experiências com as crianças, criou a experiência de “Aula das Descobertas”, a partir das quais é que se chegava à teoria. Essas “aulas-passeio” eram verdadeiros momentos de vivenciar com todos os sentidos a realidade interna e externa da Escola.

    Assim, a sala de aula alarga seus horizontes e tem um novo formato, acabam as filas de cadeiras, passam a usar mesas redondas quando os aprendizes podem ver os rostos uns dos outros, conversar e refletir sobre diferentes assuntos. Há um formato de aula chamado de “peer instruction (formação por pares), usado na Universidade Havard, criado pelo professor Eric Mazur, uma opção para que aprendizes mantenham a atenção durante o período da aula. Consta de consulta prévia dos aprendizes, em formato de grupos estes discutem os que foi consultado individualmente. Quando o índice de aprofundamento desses conteúdos for acima de 40%, os alunos devem continuar debatendo, mas se for menor que isso, deverão consultar mais a questão. Um dado importante é levar aos aprendizes formas de problematizar situações e buscar soluções, pois é isto que vão encontrar pela vida adulta. E as aulas devem ser dinâmicas, de ação ativa dos aprendizes.

    Magda Vilas-Boas


    [1] Disponível em http://aprendiz.uol.com.br/content/swigokolos.mmp. Acesso em 11/11/2013.

    Fonte da ilustração: www.institutoalgar.org.br

  • Aprender a cuidar na convivência

    Relacionamento, estar junto, conviver. Convivência significa viver com as pessoas, uns com os outros. Dentro de uma visão social, esta convivência está sustentada numa relação social com códigos de valores. Na perspectiva religiosa, deixa de ser apenas obedecer a regras. A trajetória de vida de cada ser humano se torna uma obra, de forma a contribuir para tornar sua vida plena e a dos outros, desenvolvendo a justiça e a solidariedade. É fundamental implantar sempre um mundo de convivência bem definido que possa superar o modelo educacional vigente, tornando os profissionais da Educação e os pais em agentes de libertação. É na família que inicia o processo de socialização e onde se aprende os hábitos iniciais de convivência, a afetividade. Daí a importância de união de família e escola no afã de desenvolver esta pedagogia.

    É uma convocação ao diálogo, à criticidade e à intervenção no âmbito em que vive. Sabemos que é possível e fundamentalmente necessário educar para a convivência. Todos somos herdeiros e temos o direito de viver e conviver com respeito mútuo, ternura, diálogo, solidariedade, perdão e esperança.

    É fundamental buscar possibilidades de viabilização de consciência crítica e de mudança de comportamento, por meio da inter e transdisciplinaridade. O projeto está disponível para escolas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio e nos três níveis de uma só vez, pois será desenvolvido com toda a comunidade educacional, abrangendo cada vez mais pessoas e instituições, pois este atingirá alunos, professores, pais, funcionários da Escola, de outras escolas, familiares, pessoas do bairro, da cidade, do estado, do país. As interações serão as mais diversificadas e profundas possíveis. Contribui para a formação de pessoas íntegras, livres de medos e de preconceitos, oportunizando assim, a síntese cultural e valorativa de um país.

    Por ocasião do lançamento do livro: “Aprender a Cuidar na Convivência”, mostramos, por meio de entrevista televisiva, no programa: “Livros em Revista” na TV UOL, com a maestria do entrevistador Ralph Lauren, mostramos mais alguns nuances do conteúdo do citado livro.

  • Formato da família moderna

    Em termos econômicos e políticos, a família tem se adaptado às questões de organização de trabalho e sobrevivência e isto faz com que gere diferentes modos de convivência. Há a interferência de poder público por meio de normas e leis que tentam regulamentar as relações entre as pessoas, como casamento, divórcio, aborto, transmissão de herança, reprodução biológica, guarda de filhos, concessão de benefícios e outros. Outros dados que afetam a família hoje são a intensificação de avanço da ciência, advento de técnicas anticoncepcionais, exames de DNA. Tudo isso faz renovar maneiras de ver e de viver uma família e que faz com que aumentem os números de casamentos consensuais, de gravidez fora do casamento, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, redução de famílias nucleares, famílias matrifocais e famílias patrifocais.

    Este formato familiar moderno tem se transformado continuamente e, por isso, esse assunto tem sido bastante freqüente em pesquisas e reflexões, na mídia e em universidades. As separações e os novos núcleos, por conseqüência, exigem maior diversidade de estilos de convivência e maior cuidado ainda na convivência. Estes núcleos envolvem padrastos, madrastas, irmão de parte de pai ou de mãe, filhos do primeiro casamento, do segundo, etc., casais homossexuais, heterossexuais, e outros modelos. Em todas essas categorias, o que, na verdade, as pessoas buscam é o sentido de família, que, hoje são evidenciadas pelo sentimento de pertença, de vínculo, mesmo que esse vínculo não seja sanguíneo. Percebe-se que muitas famílias reagem criativamente, organizando e criando outras relações internas, em que pais e mães buscam criam vínculos afetivos a partir da consciência mútua e inovações na convivência doméstica.

    Como se vê, a ampliação das relações é fonte, muitas vezes, de confusão, tensões e conflitos, no sentido de classificar todos os participantes de determinado núcleo e saber lidar com cada situação. O que precisa ser repensado é a forma de convivência, que seja amistosa, se não puder ser amorosa, respeitosa e afetiva, o que já se vê em muitas famílias de novos relacionamentos em que padrastos ou madrastas convivem pacificamente com os filhos do marido ou da mulher. Não gosto, particularmente, das palavras madrasta ou padrasto, talvez por influência de histórias infantis em que a madrasta era má e a idéia de que se é padrasto ou madrasta foi porque pai ou mãe faleceram, como se ouvia em tempos anteriores.

    Vê-se que é necessário que se saia da idéia de família, somente com o modelo tradicional, uma vez que a sociedade está em constante movimento de acordo com as inovações em todos os meios, e a família, como célula da sociedade, recebe os impactos e as influências. Precisa ser compreendida e achar formas criativas de saber lidar com todas as nuances, sabendo-se que todas as pessoas têm o direito de realização da forma que for possível. O que se vê hoje, no Brasil é o apreço e o desejo de se tornar família,o que leva a valorizar a família, nos seus diferentes arranjos, sendo que o importa realmente são os vínculos afetivos que vai fazer com que a pessoa se realize no sentido de se sentir amado, levado em conta, respeitado como ser humano, sentimento de pertença a “um grupo de convivência fundado na solidariedade[1].

    Magda Vilas - Boas


    [1] Geraldo Romanelli, Revista E, SESC, setembro/2012, n° 3 ano 19.

    fonte da ilustração: http://pnld.moderna.com.br/2012/05/21/o-novo-papel-da-familia-na-educacao-das-criancas/

  • O desafio de gerenciar diferentes gerações

    Em toda empresa há o convívio com diferentes gerações entre os profissionais. O desafio é manter a mesma cultura de gestão, pois são gerações muito diferentes e diferenciadas.

    Trata-se de jovens entre 20 a 30 anos, os chamados geração Z, também cognominados de os nascidos digitais, tem pensamentos, ações e comportamentos de forma muito diferente aos mais velhos, que, geralmente são os líderes destes. A verdade é que a palavra de ordem para novas fronteiras de trabalho e de ações, é mudança. Há a necessidade de compreender as rápidas transformações por que passam todas as pessoas, a sociedade e o mundo do trabalho, sabendo-se que o maior desafio é a convivência em todos os parâmetros.

    As diferenças de comportamentos podem ser tratadas de forma ao enriquecimento da equipe, ao engajamento, à completude, provocando dentro da empresa o próprio intra-empreendedorismo, além de um novo formato de comunicação empresarial. Isso é imprescindível para que a empresa possa ter menos problemas de convivência e mais resultados práticos e consistentes, em favor da própria empresa. Envolver os funcionários em muitos desafios, oferecendo para eles problemas para serem transformados em soluções, faz com que amadureçam na reflexão e na co-responsabilidade pela empresa, pois essa geração é bastante criativa. Muitas vezes, pode estar num desses funcionários as respostas para muitas ações que farão com que a empresa tenha seu diferencial. Não se faz mais empresas verticais, onde alguns dirigem e os outros obedecem. O empresário inteligente e atualizado sabe que esse processo traz grandes dificuldades com essa geração. Envolver para pensar junto, organizar ações juntos e realizar é uma forma bem adequada de melhorias nos relacionamentos e nos resultados.

    Como são profissionais que estão se inserindo no mercado de trabalho, acostumados que estão à rapidez das redes sociais, pensam que tudo na empresa deveria ser da mesma forma. Nesse caso há a importância em equilibrar os elementos, fazendo com que a empresa perceba o que poderá aproveitar nesse sentido em favor dela mesma e passar para esses profissionais a importância de amadurecimento nas idéias, na ação e no relacionamento interpessoal. Há alguns que acham que vão ter altos cargos na empresa com certa rapidez, esquecendo-se de que precisa ser elaborada essa posição. Isso porque essa geração vive constantemente com a comunicação instantânea por meio das redes sociais e querem aplicar essa forma em tudo na vida, inclusive no ambiente do trabalho. Outra característica que os atrapalha é a dificuldade em atender ordens, principalmente se não compreendem porque estão atendendo, precisando nesse sentido, usar de bastante diálogo e reflexões. Penso que a empresa precisa, para seu próprio bem, buscar formas educativas, uma vez que não vai encontrar profissionais prontos no mercado.

    É claro que a empresa conta com um grande desafio na gestão de profissionais mais jovens, porque terá que pensar formas novas de gestão, de liderança e de comunicação. Terá que se adequar às mudanças para gerir gerações muito diferenciadas em padrões de comportamento e de conceitos. Verdade é que as gerações anteriores têm a experiência, o conhecimento tácito e implícito, fundamentado em comportamentos consistentes de trabalho em experimentação. E a geração atual precisa aprender com eles. Entretanto, o conhecimento futuro para todos, depende da flexibilidade para continuar aprender a aprender, a partir da saída da zona de conforto, as habilidades técnicas cognitivas e comportamentais. É preciso, segundo Peter Senge, a empresa aprendente, segundo o autor, precisa aprender sempre, modificando os comportamentos, a cultura por meio da reflexão de novos conhecimentos e percepções.

    Algumas formas de reter essas gerações na empresa são imprescindíveis, como esclarecer bem para o profissional, na hora da contratação a filosofia, a cultura e as normas da empresa. O profissional quer conhecer tudo e se sentir confortável no seu novo ambiente de trabalho. As gerações mais novas não trabalham só pela remuneração, elas querem mais, querem bom ambiente de trabalho, condições para crescerem na empresa, saber o porquê, o como, o quando e o resultado de todas as ações. Além disso, não aceitam situações mal explicadas, eles querem poder confiar na empresa, nos líderes, nas pessoas. Então os gestores devem conhecer bem seus profissionais, saber o motiva cada um dos grupos, cada um dos profissionais, manter sempre uma comunicação clara e efetiva. Estar próximo do profissional e investir no desenvolvimento deles faz a diferença. Como percebe-se, os líderes devem estar em constante pesquisa, desenvolvimento de sua liderança para dar conta desse desafio.

    Magda Vilas-Boas

  • Visagismo - Marketing Pessoal

    Homens e mulheres, muitas vezes querem um corte diferente de cabelo, e não consegue distinguir o que fica melhor, que dá um aspecto de mais leveza ou que combina com seu rosto. E, sabemos que muitos cabeleireiros não têm a preparação e o conhecimento para colaborar com o cliente do salão.

    As pessoas chegam ao salão de cabeleireiros e querem um corte igual ao da atriz da novela e, depois de feito o corte, ela percebe que não tem o mesmo resultado. Isto é porque o formato do rosto, a estrutura óssea e o estilo da pessoa não condizem com o corte. Para cada estilo de pessoa há um corte que se adéqua mais, que lhe dá mais personalidade, que tem mais a ver com seu jeito de ser, de agir, de viver. Um corte pode deixá-la ou deixá-lo mais velho, mais jovem, mais alegre, mais rígido, mais despojado, depende muito.

    Pensando nessas situações é que o Visagismo foi pensado e criado, a partir de observações e experiências. Visagismo é a arte de criar uma imagem pessoal com personalidade, de acordo com as características físicas, estilo pessoal. O profissional utiliza os princípios da linguagem visual, como a harmonia e a estética, a maquiagem, a coloração, o penteado, o corte e muitos outros recursos técnicos e estéticos. Assim, constrói uma imagem que seja a percepção da identidade da pessoa. O Visagismo enriquece a imagem da pessoa, coloca-a em sintonia com seu modo de vida e lhe dá formas de expressão que valorize sua pessoa e sua profissão. Provoca mais naturalidade e aceitação nos ambientes por onde passa.

    Observe, se seu rosto é oval, vários cortes ficam bem em você. Você pode usar franja. Cortes mais desfiados lhe dão mais charme. Evite cortes retos. Se for redondo, não abuse do volume, desfiar as laterais vai alongar um pouco mais seu rosto. Cabelos mais compridos também ajudarão. Não use rabo de cavalo, que farão você ficar mais arredondada. Rosto mais quadrado, use cortes variados, o mais curto e o Chanel são boas opções. Cortes longos também ficam bem, mas evite a franja. Se o seu rosto for mais triangular, faça cortes desconectados, sendo longo, médio ou curto, use fios assimétricos equilibram o formato do seu rosto, independentemente de o cabelo ser crespo, cacheado ou liso. As franjas podem ser usadas de qualquer forma.

    Dessa forma, você vai expressando melhor sua personalidade que transmite para os clientes, a idéia de legitimidade, força interior, decisão, foco, claro que com comportamentos concernentes à sua expressão. Isto porque o momento atual clama por integridade, inteireza, ética e singularidade. Ser verdadeiro é o que conta em toda e qualquer relação, seja familiar, social e de trabalho.

    Magda Vilas-Boas
  • O Fenômeno Educacional: Finlândia

    Finlândia é, na era moderna, o mais empenhado país na causa da educação. Tem sido palco de grandes encontros de educadores do mundo inteiro para saberem qual e como é o sucesso em tal área, tão desafiadora e difícil, muitas vezes, em função de grandes problemas envolvidos nessa tarefa.

    Algumas informações: a Finlândia tem educação 100% estatal e é oferecida em todos os patamares, da Educação infantil à universidade. Neste país todas as crianças recebem o mesmo estilo de educação, e encontram-se na mesma sala de aula desde o filho do lixeiro ao filho do premier do país. É na escola que a criança é cuidada em termos de serviços de saúde em geral: médicos, dentistas, nutricionistas, psicólogos e outros. Recebem também a alimentação diária de excelente qualidade, com os nutrientes necessários ao crescimento e ao aprendizado.

    Os professores são selecionados entre os melhores alunos da universidade, daí a responsabilidade do aluno em se preparar para ser professor. Todos os professores são funcionários públicos, são bem remunerados e são estimulados e reconhecidos, além de receberem formação continuada. Os reforços escolares, quando necessário, são feitos por um professor particular que sempre está à disposição do aluno, da família e da professora de classe. A qualquer momento do ano podem pedir reforço. São acompanhados diariamente por este professor, junto do professor de classe.

    Outro dado importante: nos primeiros anos escolares, as crianças não participam de nenhum processo seletivo ou testagem, o objetivo maior é envolver a criança na observação, na convivência e na criatividade. Os alunos de todas as series são motivados a falar mais que os professores, em sala de aula. O professor é visto como um facilitadores de aprendizagens e tem a função de instigar a pesquisa, a reflexão e a busca de soluções para resolver problemas do dia a dia dentro e fora da sala de aula, além de estimular a cooperação entre os alunos, não a competição.

    Finlândia é um país onde se paga muitos impostos (50% do PIB – Produto Interno Bruto), e esses são bem utilizados para que o país continue crescendo em cidadania e qualidade de vida. É também o primeiro lugar no patamar FIB (Felicidade Interna Bruta).

    Vale referendar o filme sobre o sistema educativo finlandês, no link abaixo:
    http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/04/melhor-educacao-do-mundo-finlandia.html


    Todo educador deveria ver esse filme e discuti-lo com a comunidade educacional, transformando sua sala de aula, sua escola, sua comunidade, o país. Nosso país pode e pede clemência para uma educação para a cidadania, para a compreensão, para a vida digna e para a alegria de aprender e de ensinar.

    Campinas, 06/11/2013.

    Magda Vilas-Boas

  • Sua Empresa tem Sucesso Competitivo?

    O desenvolvimento humano na empresa é fator de sucesso na gestão empresarial. O maior patrimônio que a empresa tem são as pessoas. Fala-se tanto em capital humano, e que este é um dos cinco capitais mais importantes para uma empresa (financeiro, tecnológico, mercadológico e corporativo, além do humano), mas muitas empresas veem as pessoas como custos. Na verdade, estas são investidoras de sua competência na expectativa de serem valorizadas e de obterem um retorno de reconhecimento e remuneração; e, desta forma, aumentar o potencial produtivo da organização. Como multiplicar o potencial produtivo do profissional e, portanto, da empresa?. ¹


    Na gestão moderna de desenvolvimento humano na empresa, não se vê mais o profissional apenas como um recurso, mas como seres humanos, com mente, espírito e emoção. O ser humano de bem com a vida, com a empresa onde trabalha, tem condições de dedicação, de oferecer mais, de criar valor, pois são essas pessoas que carregam e transformam os objetivos arrojados, as estratégias brilhantes, o melhor produto, em ações dirigidas para resultados positivos.

    Por isso importa criar dentro da empresa uma política de desenvolvimento pessoal e profissional, se se deseja produtividade, competitividade, inovação e criação de valor diante do mercado acirrado e exigente.


    A partir do alinhamento da gestão e desenvolvimento humano na empresa, por meio da otimização de processos e de coaching, é possível fazer conexão dos objetivos da gestão humana com os objetivos corporativos por meio de sinergias, baseadas em indicadores de desempenho.

    [1] Ideias desenvolvidas por Werner Kugelmeier, 2007, no livro “Prisma, Girando a Pirâmide Corporativa..

  • A importância da integração entre as pessoas na Empresa

    A importância da integração entre as pessoas na Empresa

    Magda Vilas-Boas – consultoria@magdavilasboas.com.br

    Desde os anos de 1950, que se vem refletindo sobre a integração de equipes e a convivência nelas. Ficou claro que a integração da equipe e das equipes em uma Empresa leva à maior produtividade, a melhores focos e realizações eficientes. Por isso foram feitas muitas experiências e criadas inúmeras formas de integrar as equipes, entre elas a criação das dinâmicas de grupo, palavra criada pelo psicólogo alemão, chamado Kert Lewin, demonstrando que essas dinâmicas levam o profissional a ser mais criativo e impulsionado à avançar no desenvolvimento pessoal e profissional.

    Atualmente, mais que nunca, é evidenciado o profissional que, além de saber trabalhar em equipe, deve estar integrado a ela, buscando fazer diferença no trato com as pessoas, na interdependência entre inovações e busca de soluções grupais para as diferentes situações empresariais, desde a qualidade de atendimento, como realizações práticas de oferta de produtos e serviços. Há, ainda agregado o valor, em termos de solidariedade, vivência de Valores Humanos fundamentais na relação com as pessoas dentro e fora da Empresa.

    Para que se possa vivenciar valores, há a necessidade de usar uma comunicação esmerada e relacionamento harmonioso, onde o diálogo seja o elemento aglutinador, quando com transparência, que produz clima de parceria e de confiança.

    Muitos comportamentos devem ser desenvolvido nas pessoas, para que essas dêem um novo olhar para as relações dentro da empresa. O profissional que sabe colaborar, mesmo quando não pedem, mas quando ele percebe que há essa necessidade, porque sabe que faz parte de um todo e está interdependente dele, promove sua equipe. Quando participa de planejamentos, de eventos, de reuniões em que há tomada de decisões, com certeza esse profissional sente que há uma partilha democrática de direitos e deveres, de responsabilidades, de autoridade e assim, com mais motivação e sabendo porque, torna-se aderente ao processo empresarial.

    Fica bem claro que as pessoas precisam de outras para desempenhar bem seu papel, e comungar com objetivos, projetos e decisões, faz com que o trabalho tome uma nova postura de desafios e objetivos. Assim, torna-se mais fácil resolver conflitos, motivar equipes, deliberar ações e renovar forças.

  • Como se Realiza o Coaching em Grupo

    Quando se fala em coaching, fala-se em ação prática, em consciência e comportamento. Esse processo leva a mudanças intensas, radicais e bem práticas, além de rápidas no comportamento das pessoas, tanto pessoalmente, como profissionalmente. Leva o ser humano a realizar sua trajetória na vida e no trabalho.


    O processo de Coaching em grupo é, atualmente, muito usado nas empresas para empodeirar equipes inteiras no sentido de agilidade, clareza dos processos empresariais, da postura profissional e da busca de resultados consistentes e diretivos. A equipe, quando fortalecida, sabendo para onde vai e como vai, traz para a empresa a possibilidade de aumento da lucratividade, além de ambiente de trabalho condizente com o equilíbrio, a maturidade e ações concernentes aos objetivos da empresa.


    Cumprir metas, atendimento com qualidade e comprometer-se com os resultados da empresa, são alguns dos resultados de uma aplicação de coaching bem definida e exercitada na sua equipe.


    A partir de avaliação prévia, entrevista com a equipe e com cada profissional inserido nela, análise dos objetivos da empresa, do grupo e dos profissionais, o profissional Coach (quem aplica o processo) levará aos coachee (o que recebe o processo de coaching) poderá convocar a equipe para reuniões semanais, quando se inicia uma série de reflexões e tarefas para mudanças de estratégias, comportamentos e ações dirigidas para o objetivo da empresa e dos profissionais.


    Estamos disponíveis para maiores esclarecimentos relacionados a esse processo, que tem sido de muito proveito nas empresas, escolas e grupos de trabalho de variadas linhas.


    Magda Vilas-Boas

  • Coaching em Grupo

    Quando se fala em , fala-se em ação prática, em consciência e comportamento. Esse processo leva a mudanças intensas, radicais e bem práticas, além de rápidas no comportamento das pessoas, tanto pessoalmente, como profissionalmente. Leva o ser humano a realizar sua trajetória na vida e no trabalho.

    O processo de Coaching em grupo é, atualmente, muito usado nas empresas para empodeirar equipes inteiras no sentido de agilidade, clareza dos processos empresariais, da postura profissional e da busca de resultados consistentes e diretivos. A equipe, quando fortalecida, sabendo para onde vai e como vai, traz para a empresa a possibilidade de aumento da lucratividade, além de ambiente de trabalho condizente com o equilíbrio, a maturidade e ações concernentes aos objetivos da empresa.

    Cumprir metas, atendimento com qualidade e comprometer-se com os resultados da empresa, são alguns dos resultados de uma aplicação de coaching bem definida e exercitada na sua equipe.

    A partir de avaliação prévia, entrevista com a equipe e com cada profissional inserido nela, análise dos objetivos da empresa, do grupo e dos profissionais, o profissional Coach (quem aplica o processo) levará aos coachee (o que recebe o processo de coaching) poderá convocar a equipe para reuniões semanais, quando se inicia uma série de reflexões e tarefas para mudanças de estratégias, comportamentos e ações dirigidas para o objetivo da empresa e dos profissionais.

    Estamos disponíveis para maiores esclarecimentos relacionados a esse processo, que tem sido de muito proveito nas empresas, escolas e grupos de trabalho de variadas linhas.

    Magda Vilas-Boas

  • Consultoria ou Coaching?

    Cada vez mais empresas precisam de estratégias para levar avante seus objetivos, com rumo a resultados de excelência, uma vez que o mercado encontra-se acirrado. Ao mesmo tempo há sempre mais formações e especificações em relação a metodologias para repensar o negócio, aproveitar bem os talentos e fazer adaptações necessárias à vida da empresa. Para que você possa discernir que atitudes tomar, apresentamos os conceitos e utilizações das estratégias. 


    O consultor reflete junto do profissional sobre seu negócio ou carreira. Está ligado a solução de problemas de estratégia ou gestão. Ele reflete sobre processos que não são efetivos e sugere soluções.


    O mentoring é alguém muito amadurecido e experiente em determinado assunto e passa sua experiência para crescimento naquela área específica. Compartilha sua experiência. 


    O processo de coaching é um conjunto de estratégias que incide sobre o aperfeiçoamento de habilidades e competências, especificamente no talento humano dentro da empresa, por meio do aprimoramento do potencial de todas as pessoas envolvidas na empresa. É um processo de colaborar com o empresário ou com os profissionais, no sentido de levar as pessoas a investigarem o objetivo, os valores e obstáculos. Desenvolve habilidades de comportamento que façam com que o cliente crie planos de ação que o leve à realização de seus objetivos. Ação essa bem fundamentada na prática.


    Há ainda outras formas específicas de coaching, como, por exemplo, o leader coaching, team work coaching, life coaching, executive coaching e outros.


    A Consultoria Vilas-Boas está à disposição para atendê-lo (a).

  • Ensinando a Conviver - Palestras Gratuitas

    Relacionamento, estar junto, conviver. Convivência significa viver com as pessoas, uns com os outros. Dentro de uma visão social, esta convivência está sustentada numa relação social com códigos de valores. Na perspectiva humana e religiosa, deixa de ser apenas obedecer a regras. A trajetória de vida de cada ser humano se torna uma obra, de forma a contribuir para tornar sua vida plena e a dos outros também, desenvolvendo a justiça e a solidariedade. É fundamental implantar sempre um mundo de convivência bem definido que possa superar o modelo educacional vigente, tornando os profissionais da Educação e os pais em agentes de libertação. É na família que inicia o processo de socialização e onde se aprende os hábitos iniciais de convivência, a partir da afetividade. Daí a importância de união de família e escola no afã de desenvolver esta pedagogia.


    É uma convocação ao diálogo, à criticidade e à intervenção no âmbito em que se vive. Sabemos que é possível e fundamentalmente necessário educar para a convivência. Todos somos herdeiros e temos o direito de viver e conviver com respeito mútuo, ternura, diálogo, solidariedade, perdão e esperança.


    Temos um sonho, um desejo de fazer melhorar as relações em todas as suas formas, para isso criamos um projeto:

    Projeto: Pedagogia da Convivência

    • 1.000 GRUPOS DE CONVIVÊNCIA;
    • 1 LIVRO
    • 300 PALESTRAS GRATUITAS PARA FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES.

    Então queremos sua contribuição no sentido de indicar a palestra para quaisquer instituições, grupos, comunidades, empresas, escolas.


    Entre em contato conosco. Teremos a maior alegria em atendê-lo (a).

  • Para a mulher do lacinho no pescoço. O papel do professor

    Ela era magra, loira, olhos serenos, mas profundos. Fisionomia nórdica. Falava cadenciadamente, numa pronúncia clara como a sua pele. Em meio a substantivo, verbos e advérbios, caminhava com a sala, trilhando as ladeiras da língua pátria, tão cheia de armadilhas prontas para nos pegar, com seus verbos irregulares, plurais inconstantes e orações que insistiam em subordinar a nossa lógica de criança.

    Uma figura sempre aparecia. Volta e meia dava as caras. Era o Pafúncio.Nome estranho para nós, tão acostumados aos Joões e Marias. Pafúncio conhecia objetos diretos e verbo intransitivo. Estava sempre no meio deles, protagonizando, com voz ativa os agentes da passiva, que éramos nós, sempre passivamente entediados com a parafernália de regras e suas inexplicáveis exceções.

    Mas havia um momento em que essas confusões ficavam para trás, quase que esquecidas. Era quando ela nos convidava à leitura. E não era qualquer leitura. Era aventura, porque “dicionário não serve para ler” e palavras que ninguém entende são como as camuflagens dos desonestos que querem esconder seus feitos. E tome Monteiro Lobato, Lygia Bojunga, Edgar Rice Burroughs.

    E da leitura, como quando escutamos as histórias e ficamos com ânsia de falar tendo que ouvir, surgia a vontade de escrever. Mas, “o que escrever” pensava eu. O que der na telha, o que quiser, não importa se os outros vão ler, se vão gostar. Era o que ela dizia, observando-nos com aqueles olhos miúdos. O nariz era fino, como as mãos.

    O tempo foi passando e muitos momentos vivenciamos, anos a fio. A gramática agora estava dentro daquilo que escrevíamos. Não precisávamos mais do Pafúncio, embora o ressuscitássemos, quando a pena pedia.

    Ela morava longe, estrada de terra. Um dia viajou para a terra ancestral. Voltou com roupas típicas. Lembro-me de uma marrom, com lacinho no pescoço. Parecia até escoteiro. Acho que ela gostava desta. Quando o tempo de partir chegou, foi uma tristeza, mas eu já carregava em mim o poder da palavra, que ela helveticamente me havia ajudado a descobrir. Tempos depois, já mais crescido em conhecimento e vida, reparei distante o seu lado político, questionador, engajado. Fundou escola, deu nome a uma, brigou com o sistema. Impressionante.
    Um dia, como diria o Pafúncio, ela “partiu fora do combinado”. Viajou para mais longe. Palavras foram ditas, escritas e sepultadas. Que eu saiba não teve amores. Desses, que a gente leva para o altar. Mas o meu ficou. E se não fosse por ele não poderia escrever, que “aprendi com você, minha professora, a dominar, ainda que miseravelmente, a minha língua, aquela que ajudou a forjar em mim a sua teimosia em defender dos modismos e estrangeirismo, a cultura brasileira”.

    Prof. Emídio Claro de Oliveira Neto.

  • O Verdadeiro Sentido da Vida

    Todas as pessoas vivem como se nunca fossem desaparecer um dia. A verdade é que quando a gente aprende a morrer, aprende a viver, começa a caminhar brandamente pela vida. Que significado tem a família para você? Quando minha mãe faleceu, eu senti a falta de segurança espiritual, em que o olhar, o tom de voz, o calor do corpo, não estavam mais ali. Nada na vida substitui essa segurança, nada!

    E os filhos, que significado tem? Não existe emoção comparável a de ter filhos, nada substitui essa experiência, ela é ímpar. A frase de Mitch Albom é verdadeiramente digna de ser citada: “Quem quiser experimentar a emoção de assumir responsabilidade total por outro ser humano e aprender a amar e a dedicar no grau mais alto, precisa ter filhos”.

    Conta uma lenda da tradição sufi que uma mulher muito pobre, com uma criança no colo, passou diante de uma caverna e escutou uma voz misteriosa que lá de dentro lhe dizia:

    - Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça da semente.

    A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente:

    - Você agora tem pouco tempo.

    Esgotado o tempo, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas correu para fora da caverna e a porta se fechou. A criança lá ficara e a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco, mas o desespero persistiu.

    Nossas sementes são nossos amigos, nossos familiares, as pessoas que amamos, nossos sonhos, nossa fé, nosso trabalho, nosso compromisso com a vida; mas vamos ao mundo e enchemos nossa sacola com fatos que nos fazem esquecer de nossos verdadeiros tesouros e de nós mesmos. Apesar do Universo constantemente sussurrar em nossos ouvidos: - Não se esqueça da semente, terminamos por esquecê-la. Quando a porta se fecha é tarde; e ela se fecha no momento em que nos perdemos, trocando nossa sacralidade pela vaidade do ego e deixando trancadas para sempre dentro da caverna da existência as coisas que mais amamos.

    Não se esqueça da semente...

    Magda Vilas-Boas adaptado de Mitch Albom

  • Ética no mundo corporativo

    ÉTICA NO MUNDO CORPORATIVO


    Magda Vilas-Boas
    Fala-se tanto em Ética, há tanta necessidade de ser falar, de viver, de ensinar, de aprender. A mídia despeja em nossas cabeças um cabedal enorme de informações sobre escândalos, roubos, corrupção, que um clamor de moralização atinge a sociedade e os negócios. A Ética, como sinônimo de transparência nas relações e preocupação com o impacto que poderá acarretar das atividades organizacionais na sociedade, tem mudado o seu conceito, como requisito para a sobrevivência das empresas, pois sabem que podem ser varridas do mapa. Por isso, percebe-se que o discurso ético tem se desenvolvido na última década. Mesmo assim, sabe-se que, nos Estados Unidos, um em cada seis diretores financeiros afirmam ter falsificado número da empresa, por pressão da cúpula. Ao mesmo tempo, a demonstração da empresa ética promete funcionários contentes, satisfeitos, fornecedores de confiança e consumidores fiéis. Há vários estudos que dizem que o comportamento ético traz bons resultados financeiros. O que se torna difícil é reconhecer a prática real da responsabilidade, pois impingem a ética como mercadoria. As ações de responsabilidade social têm se tornado esforço de propaganda. Tanto é que as verbas saem do departamento de Marketing. Em função da crescente pressão da sociedade, muitas empresas querem passar uma imagem de organização cidadã. Conflitos éticos é o que não falta. O objetivo de maximizar os lucros confrontam com o objetivo dos funcionários de obter maior remuneração.

    É claro que a Ética combina com sucesso nos negócios, mas ela impõe restrições. Para isso, a empresa terá que lidar com valores baseados em honestidade, verdade e justiça. E isso pode levar a algumas perdas. Essa conversa não é só balela não. Algumas empresas dão exemplos de comportamento ético. Por suspeitar “lavagem de dinheiro”, a empresa Cummins, fabricante de motores a diesel, deixou de vender suas peças no varejo, na Colômbia, perdendo perto de 4 milhões de dólares de faturamento. Esta atitude foi fundamentada no respeito aos valores que os fundadores têm. Há outro exemplo da empresa paulista Argos, decidiu não realizar cotações para clientes que atuem na produção com fins militares.

    Sabe-se que é um grande desafio, fugir das tentações fáceis de serem aceitas, tal a dificuldade de muitas empresas, mediante grande carga de impostos, no Brasil e a sonegação torna-se fácil e simples. A Ética tem lidado com questões difíceis. As empresas de tabaco, por
    exemplo, têm informado que o fumo faz mal, lidam com legislação dura e, ao mesmo tempo, cria programas sobre comportamento de risco, sensibilizando os varejistas a não vender produtos para menores. Será que isso seria suficiente? Estaria realizando realmente, a função social da empresa? Percebe-se que muitas empresas utilizam o discurso ético, falando de transparência, por motivos mercadológicos. Empresas responsáveis são aquelas que aplicam a ética em todos os seus processos e nas decisões de negócios, começando da cúpula empresarial.

    Quando os profissionais vivem num ambiente ético, a transparência aumenta a eficiência das informações e a confiança diminui os custos de controle.

  • Ombudsman