• Conversando com pais e professores sobre comportamento das crianças, em tempo de pandemia
    Conversando com pais e professores sobre comportamento das crianças, em tempos de pandemiaMagda Vilas-BoasVivemos momento histórico conturbado e esta situação traz para as famílias ansiedades e preocupação em relação ao comportamento das crianças. Em todas as ocasiões é importante esclarecer para a criança que tanto ela quanto os outros têm pontos de vista diferentes e isto não é um problema, o que importa é saber integrar estas diferenças na relação com outras crianças e com os adultos. Lembrando aos pais que esclarecer não é sinônimo de gritar, culpar, ironizar, nem ridicularizar. Mas, com tranquilidade, ouvir a crianças, dialogar com ela os conflitos e dar-lhe oportunidade de refletir sobre o tema.A primeira tendência da criança é querer sobrepujar sua visão ou seu desejo. Muitas vezes, pais e professores ouvem frases como esta: “Isso é meu, dá pra mim”. “Este lugar é meu”. Muitas vezes estas palavras vêm acompanhadas de comportamentos agressivos, como empurrões, pontapés, que acabam em agressão física, birras e choros, quando não se machucam. Nestes processos é fundamental levar à criança a possibilidade de se envolver na resolução do conflito. Neste momento, é importante fazer perguntas, levar a criança a refletir sobre o acontecido. Pais e professores, não são os juízes, que devem dizer quem está certo e quem está errado, mas mostrar que ali tem duas pessoas buscando resolução de uma situação. Nem por isso são ruins por estarem em conflito. É importante esclarecer que este estilo de comportamento nas crianças está em acordo com o estágio de desenvolvimento, entre os 3 e 7 anos, se não aprendem enquanto crianças, ficam adultos infantilizados, no sentido de não conseguirem resolver as questões por si sós.Na criança, as atitudes citadas anteriormente acontecem por ela não ter, ainda, a percepção da perspectiva do outro, quando não consegue integrar as visões pessoais com as do outro, compreendendo que o outro tem a liberdade de pensar diferentemente de si. Outro dado importante é dar à criança a oportunidade de perceber seus próprios sentimentos, desenvolvendo, assim, a auto-percepção e a alteridade, quando percebe que o outro também tem sentimentos. Assim, a criança vai amadurecendo no sentido de ir processando seu egoísmo, saindo da visão de que é o centro do mundo e que todas as pessoas têm que fazer suas vontades. Pais e professores, cuidado, pois se isso não é trabalhado enquanto criança, esta sofrerá muito quando adulta, pois tentará de todas as formas, manipular outras pessoas para fazerem suas vontades e terá muitas decepções. Se esta etapa for bem trabalhada, a partir dos 7 anos, a criança já terá desenvolvido um nível maior de compreensão. Para que isso aconteça, é preciso refletir junto, de forma a não fundamentar o conflito, fortalecendo a ideia de que há de um lado o sentimento ruim de vítima ou de culpado, mas há, também a oportunidade de pensar nos sentimentos do outro que se vê da mesma foram.Há, nesse momento, a importância de mostrar que existe um desconforto ou até mesmo sofrimento, quando a criança se sente vitimada por outras pessoas que não fazem a sua vontade, mas que nem sempre as pessoas podem fazer só as vontades dela, para isso o diálogo é fundamental, levando a criança a se colocar no lugar do outro. O que os pais não podem fazer é negar o problema que a criança enfrenta, não reprovar os sentimentos, mas fazer perceber que são situações que acontecem com outras pessoas também e buscar ação positiva que façam a calma retornar. O que se vê, muitas vezes, são comandos, como: “Isso é frescura”, “pare de chorar”, ou ameaças, como: “se não parar de chorar, não gosto mais de você”, isso é devastador para o emocional da criança. Ela deve sentir que o amor é incondicional e que aquele momento é de aprendizado. Nunca compre a atenção ou atitude da criança com estes comandos, pois é assim que ela aprende a manipular e a enganar, e você, pai, mãe, professor, professora, serão os primeiros a serem vítimas destes comportamentos.A intervenção deve acontecer quando há agressão física, quando não houver, é preciso ir acompanhando as falas e comportamentos. A intervenção deve ser melhor realizada por meio de histórias, dramatizações, fantoches e bonecos que elaboram problemas e situações e como estes terão que resolver. Desta forma, as próprias crianças vão desenvolvendo seu raciocínio sobre como conciliar determinado conflito, percebendo seu sentimentos e utilizando a razão para refletir sobre a situação de forma mais justa e com melhores estratégias, levando em conta os dois lados. Afinal, sabemos, nós seres humanos, pais e professores, que determinados conflitos nas nossas vidas são difíceis de resolver de maneira assertiva, colocando-nos no lugar da criança e colaborar para intervenções construtivas faz grande diferença na vida dela.
  • Consultoria ou Coaching?

    Cada vez mais empresas precisam de estratégias para levar avante seus objetivos, com rumo a resultados de excelência, uma vez que o mercado encontra-se acirrado. Ao mesmo tempo há sempre mais formações e especificações em relação a metodologias para repensar o negócio, aproveitar bem os talentos e fazer adaptações necessárias à vida da empresa. Para que você possa discernir que atitudes tomar, apresentamos os conceitos e utilizações das estratégias. 


    O consultor reflete junto do profissional sobre seu negócio ou carreira. Está ligado a solução de problemas de estratégia ou gestão. Ele reflete sobre processos que não são efetivos e sugere soluções.


    O mentoring é alguém muito amadurecido e experiente em determinado assunto e passa sua experiência para crescimento naquela área específica. Compartilha sua experiência. 


    O processo de coaching é um conjunto de estratégias que incide sobre o aperfeiçoamento de habilidades e competências, especificamente no talento humano dentro da empresa, por meio do aprimoramento do potencial de todas as pessoas envolvidas na empresa. É um processo de colaborar com o empresário ou com os profissionais, no sentido de levar as pessoas a investigarem o objetivo, os valores e obstáculos. Desenvolve habilidades de comportamento que façam com que o cliente crie planos de ação que o leve à realização de seus objetivos. Ação essa bem fundamentada na prática.


    Há ainda outras formas específicas de coaching, como, por exemplo, o leader coaching, team work coaching, life coaching, executive coaching e outros.


    A Consultoria Vilas-Boas está à disposição para atendê-lo (a).

  • O valioso tempo dos maduros

    Mário de Andrade, famoso autor brasileiro, declara, de forma concisa e fundamental, a importância de valorizar cada momento de vida com fruição, degustando cada ato, saboreando a plenitude e com inteireza.

    Veja o texto dele:

    “Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, o essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!”

    Mario de Andrade

  • Leia para seu filho e aluno

    A leitura em família ou na escola estreita os laços. Sentar-se em lugares aconchegantes e, juntos, pais, familiares, professores e alunos, faz com que o desenvolvimento infantil progrida. Em toda leitura há um mundo encantado de histórias, informações, aprendizados e a alegria do conhecimento. Esses momentos se transformam em intimidade, amor familiar, estreitamento de laços com alunos e professores. A contação de histórias existe desde que o ser humano se originou a partir da fala, é brincadeira, é fruição e contato. É mediação entre a infância e o mundo adulto. Todo ser humano gosta de contar histórias. A contação de histórias não deve se transformar em ação de exigência, que possa cair na prova, mas sim, um momento de inteira liberdade, criatividade de ampliação da imaginação, totalmente lúdica. A leitura quando envolvida com afeto e com ludicidade, prazer é a única preocupação. Isso vai provocar a expressão dos sentimentos que, por meio da arte nas suas diferentes expressões, como o desenho, o jogo, o movimento, vai criando formas adequadas de vida adulta. Por meio dos personagens, as pessoas provocam suas próprias catarses, no contato com o medo, o luto, ciúmes, invejas, além de adquirir conceitos diferenciados na construção da autoimagem. Tudo isso acontece pelo teor simbólico.

    Como as crianças aprendem por modelagem, por imitação, nas famílias onde os pais lêem mais, as crianças, com poucas exceções, passam a ler por toda a vida. A leitura, como já visto anteriormente, amplia a imaginação, o raciocínio lógico, a criatividade, melhora o desempenho escolar. Há muitas experiências de leitura e contação de histórias para crianças doentes, pois colabora na eliminação do trauma e dos processos doentios emocionais. Acompanhar a criança às livrarias para comprar livros é uma excelente forma de fazer com que eles se habituem à leitura. Ensinar a cuidar dos livros é importante, tanto como também guardar os livros juntos dos brinquedos, que trarão a ideia de que ler é tão prazeroso como brincar.

  • Etiqueta e Marketing Pessoal

    Como a convivência e a comunicação são dados essenciais para todas as pessoas, principalmente para os profissionais, hoje vamos refletir um pouco sobre etiqueta e marketing pessoal, ferramentais fundamentais para se dar bem no mercado de trabalho.

    Etiqueta nada mais é que conjunto de regras de trato entre as pessoas, provocando nas relações bom senso e bom gosto. E conhecer essas regras é importante para todas as pessoas, não são coisas de pessoas de uma ou outra classe social, é importante que se aprenda para fazer da etiqueta uma aliada sua.

    A ascensão pessoal e profissional está proporcionalmente ligada ao cultivo dos bons modos de comportamentos finos e de bom gosto, e é o que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso. E para adquirir estes comportamentos, essencial se faz a autoconfiança, que traz a elegância. E elegância se vê na maneira de se vestir, na postura e apresentação pessoal, na forma de se comunicar, vocabulário utilizado, isto porque a gentileza, a calma e a alegria abrem portas para um mundo novo na sua vida. Num mundo em que as pessoas querem competir ego inflado e você surge com nova postura, faz a diferença e assim você pode conquistar o que quiser. Assim, saberá se comportar nas diversas situações em que a vida se insere, das mais complicadas às mais comuns do dia a dia pessoal e profissional. E lembre-se sempre de que gentileza gera gentileza, dizia o profeta. Sinceridade e atenção é regra de ouro para conseguir dos outros, respeito e confiança.

    Nos nossos cursos de Etiqueta e Marketing Pessoal, nós mostramos aos participantes como se proteger das gafes, como cumprimentar, além da psicologia do marketing pessoal. Os participantes aprendem também etiqueta na comunicação, nas apresentações, ao telefone, uso do cartão de visitas, ao se vestir para diferentes ocasiões, nas mídias sociais. Desenvolvemos com os participantes, planilha de atitudes que poderão colaborar em jantares, recepções, entrevistas, reuniões de trabalho, montagem de currículos e outros.

    Cada vez mais o mundo exige prudência, comportamentos adequados, isto porque é sempre a primeira impressão que fica. Você agrada ou não agrada. E a leitura que o outro faz de você é determinante para ele em negociar com você, em oferecer-lhe uma oportunidade de trabalho. Saiba que todas as pessoas gostam de ser tratadas com gentileza, com alegria e com honestidade. Se você oferecer esses comportamentos, você conquista a pessoa.

    Magda Vilas-Boas

    Foto: Projeto Cidades da Solda - Oficina de Qualidade de Vida

  • Vendo as coisas de outro jeito

    Quando de uma reunião no salão vermelho da Prefeitura de Campinas, em que profissionais da Petrobrás e do Sebrae discursavam sobre o empreendedorismo, cheguei um pouco molhada pela exaustiva chuva que despejava na cidade as nuances de mudanças drásticas. Foi uma noite memorável pelas informações sumamente importantes para empresários de todos os ramos e de todos os tamanhos.

    Ali, em uma das primeiras fileiras do salão nobre encontrava-se um casal: ela, altiva, faladora, de uma inteligência brilhante e generosa na medida em que dava a cada um, atenção específica e amorosa. Ele, leve, terno, observador e muito bem humorado. Após o evento, decidiram algumas pessoas, a irem até um bar aconchegante para conversarmos mais um pouco. Nesse recinto, foi, aos poucos, se descortinando uma linda história de amor entre eles e deles pela humanidade. Fiquei observando como criaram, desenvolveram e continuam desenvolvendo o projeto de vida deles. É uma linda história escrita com busca de preparação constante e de aproveitar cada oportunidade com inovação, criatividade e muito afinco. Desse processo fazem parte as inúmeras viagens a diversos países no trabalho de consultoria, com atividades na ONU, no UNICEF, a autoria de mais de 100 livros referentes à literatura infantil, ilustrações, desenho gráfico, publicidade, filatelia, por meio de atividades educativas centradas em responsabilidade social e ambiental.

    Dois meses mais tarde, tive a alegria de reencontrar o cidadão do mundo, Gian Calvi, o marido enamorado de dona Lucila Martinez, durante um workshop em que eu ministrava para os facilitadores do projeto Cidades da Solda, de Cosmópolis. Sua humildade em participar de todos os momentos e se envolver em cada convite de vivência me encantou. Sua simplicidade específica de quem se reconhece aprendiz me demonstra o quanto tenho que aprender com ele. E a sua proposta de que busquemos, sempre mais a aprender a ler o mundo e interagir nele deixando-o melhor para nós e para todas as pessoas é que fortalece a minha proposta e a minha certeza de que estou no lugar certo, com as pessoas certas e fazendo o que realmente amo. E agora sei que há pessoas com quem eu possa dar as mãos e, por meio da vivência e da troca dos sentimentos, dos conhecimentos, das dores, dos saberes, possamos levar a nossa contribuição para que o mundo fique melhor, que as pessoas tenham vida decente, que possam sonhar e realizar, que possam ter a certeza de que têm dentro de si uma riqueza imensa, uma força capaz de fazer o que quiser, que acreditem em si e que possam conseguir verdadeiras realizações.

    Muito agradecida, Gian, pelo aprendizado que tenho tido com a sua presença, enorme exemplo de vida criativa com 50 anos de carreira, como escritor, educador, designer gráfico e ilustrador. Obrigada pelo sorriso de menino, pela determinada e meticulosa visão do mundo, das pessoas e das necessidades humanas; pela esperança, pela fé de que tudo possa melhorar, pela criatividade em buscar respostas, pela coragem de poder ser você mesmo, pela transparência e pela generosidade em compartilhar conosco de seu aprendizado.

    Magda Vilas-Boas

  • Novos métodos em educação

    A tradicional exposição de conteúdos, nas escolas brasileiras tem sido muito questionada e algumas escolas já trocaram por debates, experiências e exercício de aprendizado relacionado com a vida dos alunos. É importante perceber que a qualidade das aulas nas escolas e universidades é já há tempo superada, uma vez que a vida em todos os aspectos é dinâmica, onde transformações são contínuas. A visão do professor como aquele que ensina, que transfere conteúdo não pode existir mais. Até a palavra professor está superada, pois professor é aquele que professa uma verdade, que tudo sabe e, por isso, acha-se superior. O ideal que fosse educador, facilitador de aprendizagens a palavra adequada para quem, junto com os alunos, aprende. A palavra aluno também não é conveniente para a proposta atual de educação, pois significa sem luz, como se pensava no século XVI e XVII, que a mente do aprendiz fosse como uma página em branco que só receberia conhecimento a partir dos professores. Hoje percebe-se que a criança vem para a escola com inúmero aprendizados, de acordo com sua experiência de vida, na relação com o mundo, com as pessoas, com as situações de que participa.

    Então uma aula deve ser preenchida de debates, quando os educadores apresentam diferentes temas ou são apresentados pelos alunos, que trazem de sua experiência indagações, questionamentos e/ou trazem informações que a maioria dos colegas não têm ainda ou até o educador, que vive realidades diferentes das dos aprendizes. Cabe ao educador, acompanhar os temas direcionar para o aprendizado do conteúdo a que se define naquela série ou curso. Além de debates, é de suma importância a Escola abrir suas portas para a comunidade e comungar com os desafios e as possibilidades de aprendizado. As novas metodologias educacionais privilegiam a Educação Comunitária, que insere uma nova forma de relação da escola com a comunidade, de onde vêm os alunos, quando os setores (primeiro, segundo e terceiro) se juntam organicamente na busca de soluções para a Educação, promovendo assim, uma sociedade saudável, solidária, em que a partilha de conhecimentos leve à justiça, ao fortalecimento para benefícios para a comunidade e para a escola.

    A educação comunitária e o Bairro-Escola funcionam como o elemento de ligação, como catalisador para uma sociedade mais saudável, justa, solidária, empoderada e aprimorando simultaneamente, comunidade e a educação, com o objetivo de integrar escola e a comunidade, compondo uma vivência única de aprendizado[1].

    Mudar a visão da palavra conhecimento, como todos os saberes, sejam eles, acadêmico ou popular, é de fundamental importância, uma vez que o conhecimento encontra-se em toda parte. Isso determina um novo olhar para pensar e fazer educação, atualmente. Daí a importância de se juntar com a comunidade, expandir para fora das quatro paredes de uma sala de aula, conhecer a realidade do aluno e trazer para dentro da sala as discussões e os conhecimentos adquiridos por meio dos lugares, das pessoas, dos modos de vida, as organizações, as crenças, os comportamentos para que se faça uma aprendizagem integral do aluno e, ao mesmo tempo, do professor, que aprende enquanto ensina. Como o objetivo e função da educação é preparar o aluno para a vida, todo aprendizado deve ter esse efeito, conseguir buscar a conexão, a integração, a vida orgânica, entre o de fora e o de dentro, entre a escola e a vida. E, dentro desta modalidade de educação, deparamos com a dificuldade de o professor compreender e viver essa integração, pois não recebeu educação assim e muitas vezes, tende a repetir, numa rigidez em buscar novas possibilidades. O aluno prima pela liberdade de conhecer, é ávido de ir para fora da sala de aula. Qualquer professor sente isso. Foi nessa percepção de Freinet (1896-1966), educador francês, por meio de experiências com as crianças, criou a experiência de “Aula das Descobertas”, a partir das quais é que se chegava à teoria. Essas “aulas-passeio” eram verdadeiros momentos de vivenciar com todos os sentidos a realidade interna e externa da Escola.

    Assim, a sala de aula alarga seus horizontes e tem um novo formato, acabam as filas de cadeiras, passam a usar mesas redondas quando os aprendizes podem ver os rostos uns dos outros, conversar e refletir sobre diferentes assuntos. Há um formato de aula chamado de “peer instruction (formação por pares), usado na Universidade Havard, criado pelo professor Eric Mazur, uma opção para que aprendizes mantenham a atenção durante o período da aula. Consta de consulta prévia dos aprendizes, em formato de grupos estes discutem os que foi consultado individualmente. Quando o índice de aprofundamento desses conteúdos for acima de 40%, os alunos devem continuar debatendo, mas se for menor que isso, deverão consultar mais a questão. Um dado importante é levar aos aprendizes formas de problematizar situações e buscar soluções, pois é isto que vão encontrar pela vida adulta. E as aulas devem ser dinâmicas, de ação ativa dos aprendizes.

    Magda Vilas-Boas


    [1] Disponível em http://aprendiz.uol.com.br/content/swigokolos.mmp. Acesso em 11/11/2013.

    Fonte da ilustração: www.institutoalgar.org.br

  • Aprender a cuidar na convivência

    Relacionamento, estar junto, conviver. Convivência significa viver com as pessoas, uns com os outros. Dentro de uma visão social, esta convivência está sustentada numa relação social com códigos de valores. Na perspectiva religiosa, deixa de ser apenas obedecer a regras. A trajetória de vida de cada ser humano se torna uma obra, de forma a contribuir para tornar sua vida plena e a dos outros, desenvolvendo a justiça e a solidariedade. É fundamental implantar sempre um mundo de convivência bem definido que possa superar o modelo educacional vigente, tornando os profissionais da Educação e os pais em agentes de libertação. É na família que inicia o processo de socialização e onde se aprende os hábitos iniciais de convivência, a afetividade. Daí a importância de união de família e escola no afã de desenvolver esta pedagogia.

    É uma convocação ao diálogo, à criticidade e à intervenção no âmbito em que vive. Sabemos que é possível e fundamentalmente necessário educar para a convivência. Todos somos herdeiros e temos o direito de viver e conviver com respeito mútuo, ternura, diálogo, solidariedade, perdão e esperança.

    É fundamental buscar possibilidades de viabilização de consciência crítica e de mudança de comportamento, por meio da inter e transdisciplinaridade. O projeto está disponível para escolas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio e nos três níveis de uma só vez, pois será desenvolvido com toda a comunidade educacional, abrangendo cada vez mais pessoas e instituições, pois este atingirá alunos, professores, pais, funcionários da Escola, de outras escolas, familiares, pessoas do bairro, da cidade, do estado, do país. As interações serão as mais diversificadas e profundas possíveis. Contribui para a formação de pessoas íntegras, livres de medos e de preconceitos, oportunizando assim, a síntese cultural e valorativa de um país.

    Por ocasião do lançamento do livro: “Aprender a Cuidar na Convivência”, mostramos, por meio de entrevista televisiva, no programa: “Livros em Revista” na TV UOL, com a maestria do entrevistador Ralph Lauren, mostramos mais alguns nuances do conteúdo do citado livro.

  • Formato da família moderna

    Em termos econômicos e políticos, a família tem se adaptado às questões de organização de trabalho e sobrevivência e isto faz com que gere diferentes modos de convivência. Há a interferência de poder público por meio de normas e leis que tentam regulamentar as relações entre as pessoas, como casamento, divórcio, aborto, transmissão de herança, reprodução biológica, guarda de filhos, concessão de benefícios e outros. Outros dados que afetam a família hoje são a intensificação de avanço da ciência, advento de técnicas anticoncepcionais, exames de DNA. Tudo isso faz renovar maneiras de ver e de viver uma família e que faz com que aumentem os números de casamentos consensuais, de gravidez fora do casamento, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, redução de famílias nucleares, famílias matrifocais e famílias patrifocais.

    Este formato familiar moderno tem se transformado continuamente e, por isso, esse assunto tem sido bastante freqüente em pesquisas e reflexões, na mídia e em universidades. As separações e os novos núcleos, por conseqüência, exigem maior diversidade de estilos de convivência e maior cuidado ainda na convivência. Estes núcleos envolvem padrastos, madrastas, irmão de parte de pai ou de mãe, filhos do primeiro casamento, do segundo, etc., casais homossexuais, heterossexuais, e outros modelos. Em todas essas categorias, o que, na verdade, as pessoas buscam é o sentido de família, que, hoje são evidenciadas pelo sentimento de pertença, de vínculo, mesmo que esse vínculo não seja sanguíneo. Percebe-se que muitas famílias reagem criativamente, organizando e criando outras relações internas, em que pais e mães buscam criam vínculos afetivos a partir da consciência mútua e inovações na convivência doméstica.

    Como se vê, a ampliação das relações é fonte, muitas vezes, de confusão, tensões e conflitos, no sentido de classificar todos os participantes de determinado núcleo e saber lidar com cada situação. O que precisa ser repensado é a forma de convivência, que seja amistosa, se não puder ser amorosa, respeitosa e afetiva, o que já se vê em muitas famílias de novos relacionamentos em que padrastos ou madrastas convivem pacificamente com os filhos do marido ou da mulher. Não gosto, particularmente, das palavras madrasta ou padrasto, talvez por influência de histórias infantis em que a madrasta era má e a idéia de que se é padrasto ou madrasta foi porque pai ou mãe faleceram, como se ouvia em tempos anteriores.

    Vê-se que é necessário que se saia da idéia de família, somente com o modelo tradicional, uma vez que a sociedade está em constante movimento de acordo com as inovações em todos os meios, e a família, como célula da sociedade, recebe os impactos e as influências. Precisa ser compreendida e achar formas criativas de saber lidar com todas as nuances, sabendo-se que todas as pessoas têm o direito de realização da forma que for possível. O que se vê hoje, no Brasil é o apreço e o desejo de se tornar família,o que leva a valorizar a família, nos seus diferentes arranjos, sendo que o importa realmente são os vínculos afetivos que vai fazer com que a pessoa se realize no sentido de se sentir amado, levado em conta, respeitado como ser humano, sentimento de pertença a “um grupo de convivência fundado na solidariedade[1].

    Magda Vilas - Boas


    [1] Geraldo Romanelli, Revista E, SESC, setembro/2012, n° 3 ano 19.

    fonte da ilustração: http://pnld.moderna.com.br/2012/05/21/o-novo-papel-da-familia-na-educacao-das-criancas/

  • O desafio de gerenciar diferentes gerações

    Em toda empresa há o convívio com diferentes gerações entre os profissionais. O desafio é manter a mesma cultura de gestão, pois são gerações muito diferentes e diferenciadas.

    Trata-se de jovens entre 20 a 30 anos, os chamados geração Z, também cognominados de os nascidos digitais, tem pensamentos, ações e comportamentos de forma muito diferente aos mais velhos, que, geralmente são os líderes destes. A verdade é que a palavra de ordem para novas fronteiras de trabalho e de ações, é mudança. Há a necessidade de compreender as rápidas transformações por que passam todas as pessoas, a sociedade e o mundo do trabalho, sabendo-se que o maior desafio é a convivência em todos os parâmetros.

    As diferenças de comportamentos podem ser tratadas de forma ao enriquecimento da equipe, ao engajamento, à completude, provocando dentro da empresa o próprio intra-empreendedorismo, além de um novo formato de comunicação empresarial. Isso é imprescindível para que a empresa possa ter menos problemas de convivência e mais resultados práticos e consistentes, em favor da própria empresa. Envolver os funcionários em muitos desafios, oferecendo para eles problemas para serem transformados em soluções, faz com que amadureçam na reflexão e na co-responsabilidade pela empresa, pois essa geração é bastante criativa. Muitas vezes, pode estar num desses funcionários as respostas para muitas ações que farão com que a empresa tenha seu diferencial. Não se faz mais empresas verticais, onde alguns dirigem e os outros obedecem. O empresário inteligente e atualizado sabe que esse processo traz grandes dificuldades com essa geração. Envolver para pensar junto, organizar ações juntos e realizar é uma forma bem adequada de melhorias nos relacionamentos e nos resultados.

    Como são profissionais que estão se inserindo no mercado de trabalho, acostumados que estão à rapidez das redes sociais, pensam que tudo na empresa deveria ser da mesma forma. Nesse caso há a importância em equilibrar os elementos, fazendo com que a empresa perceba o que poderá aproveitar nesse sentido em favor dela mesma e passar para esses profissionais a importância de amadurecimento nas idéias, na ação e no relacionamento interpessoal. Há alguns que acham que vão ter altos cargos na empresa com certa rapidez, esquecendo-se de que precisa ser elaborada essa posição. Isso porque essa geração vive constantemente com a comunicação instantânea por meio das redes sociais e querem aplicar essa forma em tudo na vida, inclusive no ambiente do trabalho. Outra característica que os atrapalha é a dificuldade em atender ordens, principalmente se não compreendem porque estão atendendo, precisando nesse sentido, usar de bastante diálogo e reflexões. Penso que a empresa precisa, para seu próprio bem, buscar formas educativas, uma vez que não vai encontrar profissionais prontos no mercado.

    É claro que a empresa conta com um grande desafio na gestão de profissionais mais jovens, porque terá que pensar formas novas de gestão, de liderança e de comunicação. Terá que se adequar às mudanças para gerir gerações muito diferenciadas em padrões de comportamento e de conceitos. Verdade é que as gerações anteriores têm a experiência, o conhecimento tácito e implícito, fundamentado em comportamentos consistentes de trabalho em experimentação. E a geração atual precisa aprender com eles. Entretanto, o conhecimento futuro para todos, depende da flexibilidade para continuar aprender a aprender, a partir da saída da zona de conforto, as habilidades técnicas cognitivas e comportamentais. É preciso, segundo Peter Senge, a empresa aprendente, segundo o autor, precisa aprender sempre, modificando os comportamentos, a cultura por meio da reflexão de novos conhecimentos e percepções.

    Algumas formas de reter essas gerações na empresa são imprescindíveis, como esclarecer bem para o profissional, na hora da contratação a filosofia, a cultura e as normas da empresa. O profissional quer conhecer tudo e se sentir confortável no seu novo ambiente de trabalho. As gerações mais novas não trabalham só pela remuneração, elas querem mais, querem bom ambiente de trabalho, condições para crescerem na empresa, saber o porquê, o como, o quando e o resultado de todas as ações. Além disso, não aceitam situações mal explicadas, eles querem poder confiar na empresa, nos líderes, nas pessoas. Então os gestores devem conhecer bem seus profissionais, saber o motiva cada um dos grupos, cada um dos profissionais, manter sempre uma comunicação clara e efetiva. Estar próximo do profissional e investir no desenvolvimento deles faz a diferença. Como percebe-se, os líderes devem estar em constante pesquisa, desenvolvimento de sua liderança para dar conta desse desafio.

    Magda Vilas-Boas

  • Visagismo - Marketing Pessoal

    Homens e mulheres, muitas vezes querem um corte diferente de cabelo, e não consegue distinguir o que fica melhor, que dá um aspecto de mais leveza ou que combina com seu rosto. E, sabemos que muitos cabeleireiros não têm a preparação e o conhecimento para colaborar com o cliente do salão.

    As pessoas chegam ao salão de cabeleireiros e querem um corte igual ao da atriz da novela e, depois de feito o corte, ela percebe que não tem o mesmo resultado. Isto é porque o formato do rosto, a estrutura óssea e o estilo da pessoa não condizem com o corte. Para cada estilo de pessoa há um corte que se adéqua mais, que lhe dá mais personalidade, que tem mais a ver com seu jeito de ser, de agir, de viver. Um corte pode deixá-la ou deixá-lo mais velho, mais jovem, mais alegre, mais rígido, mais despojado, depende muito.

    Pensando nessas situações é que o Visagismo foi pensado e criado, a partir de observações e experiências. Visagismo é a arte de criar uma imagem pessoal com personalidade, de acordo com as características físicas, estilo pessoal. O profissional utiliza os princípios da linguagem visual, como a harmonia e a estética, a maquiagem, a coloração, o penteado, o corte e muitos outros recursos técnicos e estéticos. Assim, constrói uma imagem que seja a percepção da identidade da pessoa. O Visagismo enriquece a imagem da pessoa, coloca-a em sintonia com seu modo de vida e lhe dá formas de expressão que valorize sua pessoa e sua profissão. Provoca mais naturalidade e aceitação nos ambientes por onde passa.

    Observe, se seu rosto é oval, vários cortes ficam bem em você. Você pode usar franja. Cortes mais desfiados lhe dão mais charme. Evite cortes retos. Se for redondo, não abuse do volume, desfiar as laterais vai alongar um pouco mais seu rosto. Cabelos mais compridos também ajudarão. Não use rabo de cavalo, que farão você ficar mais arredondada. Rosto mais quadrado, use cortes variados, o mais curto e o Chanel são boas opções. Cortes longos também ficam bem, mas evite a franja. Se o seu rosto for mais triangular, faça cortes desconectados, sendo longo, médio ou curto, use fios assimétricos equilibram o formato do seu rosto, independentemente de o cabelo ser crespo, cacheado ou liso. As franjas podem ser usadas de qualquer forma.

    Dessa forma, você vai expressando melhor sua personalidade que transmite para os clientes, a idéia de legitimidade, força interior, decisão, foco, claro que com comportamentos concernentes à sua expressão. Isto porque o momento atual clama por integridade, inteireza, ética e singularidade. Ser verdadeiro é o que conta em toda e qualquer relação, seja familiar, social e de trabalho.

    Magda Vilas-Boas
  • O Fenômeno Educacional: Finlândia

    Finlândia é, na era moderna, o mais empenhado país na causa da educação. Tem sido palco de grandes encontros de educadores do mundo inteiro para saberem qual e como é o sucesso em tal área, tão desafiadora e difícil, muitas vezes, em função de grandes problemas envolvidos nessa tarefa.

    Algumas informações: a Finlândia tem educação 100% estatal e é oferecida em todos os patamares, da Educação infantil à universidade. Neste país todas as crianças recebem o mesmo estilo de educação, e encontram-se na mesma sala de aula desde o filho do lixeiro ao filho do premier do país. É na escola que a criança é cuidada em termos de serviços de saúde em geral: médicos, dentistas, nutricionistas, psicólogos e outros. Recebem também a alimentação diária de excelente qualidade, com os nutrientes necessários ao crescimento e ao aprendizado.

    Os professores são selecionados entre os melhores alunos da universidade, daí a responsabilidade do aluno em se preparar para ser professor. Todos os professores são funcionários públicos, são bem remunerados e são estimulados e reconhecidos, além de receberem formação continuada. Os reforços escolares, quando necessário, são feitos por um professor particular que sempre está à disposição do aluno, da família e da professora de classe. A qualquer momento do ano podem pedir reforço. São acompanhados diariamente por este professor, junto do professor de classe.

    Outro dado importante: nos primeiros anos escolares, as crianças não participam de nenhum processo seletivo ou testagem, o objetivo maior é envolver a criança na observação, na convivência e na criatividade. Os alunos de todas as series são motivados a falar mais que os professores, em sala de aula. O professor é visto como um facilitadores de aprendizagens e tem a função de instigar a pesquisa, a reflexão e a busca de soluções para resolver problemas do dia a dia dentro e fora da sala de aula, além de estimular a cooperação entre os alunos, não a competição.

    Finlândia é um país onde se paga muitos impostos (50% do PIB – Produto Interno Bruto), e esses são bem utilizados para que o país continue crescendo em cidadania e qualidade de vida. É também o primeiro lugar no patamar FIB (Felicidade Interna Bruta).

    Vale referendar o filme sobre o sistema educativo finlandês, no link abaixo:
    http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/04/melhor-educacao-do-mundo-finlandia.html


    Todo educador deveria ver esse filme e discuti-lo com a comunidade educacional, transformando sua sala de aula, sua escola, sua comunidade, o país. Nosso país pode e pede clemência para uma educação para a cidadania, para a compreensão, para a vida digna e para a alegria de aprender e de ensinar.

    Campinas, 06/11/2013.

    Magda Vilas-Boas

  • Sua Empresa tem Sucesso Competitivo?

    O desenvolvimento humano na empresa é fator de sucesso na gestão empresarial. O maior patrimônio que a empresa tem são as pessoas. Fala-se tanto em capital humano, e que este é um dos cinco capitais mais importantes para uma empresa (financeiro, tecnológico, mercadológico e corporativo, além do humano), mas muitas empresas veem as pessoas como custos. Na verdade, estas são investidoras de sua competência na expectativa de serem valorizadas e de obterem um retorno de reconhecimento e remuneração; e, desta forma, aumentar o potencial produtivo da organização. Como multiplicar o potencial produtivo do profissional e, portanto, da empresa?. ¹


    Na gestão moderna de desenvolvimento humano na empresa, não se vê mais o profissional apenas como um recurso, mas como seres humanos, com mente, espírito e emoção. O ser humano de bem com a vida, com a empresa onde trabalha, tem condições de dedicação, de oferecer mais, de criar valor, pois são essas pessoas que carregam e transformam os objetivos arrojados, as estratégias brilhantes, o melhor produto, em ações dirigidas para resultados positivos.

    Por isso importa criar dentro da empresa uma política de desenvolvimento pessoal e profissional, se se deseja produtividade, competitividade, inovação e criação de valor diante do mercado acirrado e exigente.


    A partir do alinhamento da gestão e desenvolvimento humano na empresa, por meio da otimização de processos e de coaching, é possível fazer conexão dos objetivos da gestão humana com os objetivos corporativos por meio de sinergias, baseadas em indicadores de desempenho.

    [1] Ideias desenvolvidas por Werner Kugelmeier, 2007, no livro “Prisma, Girando a Pirâmide Corporativa..

  • A importância da integração entre as pessoas na Empresa

    A importância da integração entre as pessoas na Empresa

    Magda Vilas-Boas – consultoria@magdavilasboas.com.br

    Desde os anos de 1950, que se vem refletindo sobre a integração de equipes e a convivência nelas. Ficou claro que a integração da equipe e das equipes em uma Empresa leva à maior produtividade, a melhores focos e realizações eficientes. Por isso foram feitas muitas experiências e criadas inúmeras formas de integrar as equipes, entre elas a criação das dinâmicas de grupo, palavra criada pelo psicólogo alemão, chamado Kert Lewin, demonstrando que essas dinâmicas levam o profissional a ser mais criativo e impulsionado à avançar no desenvolvimento pessoal e profissional.

    Atualmente, mais que nunca, é evidenciado o profissional que, além de saber trabalhar em equipe, deve estar integrado a ela, buscando fazer diferença no trato com as pessoas, na interdependência entre inovações e busca de soluções grupais para as diferentes situações empresariais, desde a qualidade de atendimento, como realizações práticas de oferta de produtos e serviços. Há, ainda agregado o valor, em termos de solidariedade, vivência de Valores Humanos fundamentais na relação com as pessoas dentro e fora da Empresa.

    Para que se possa vivenciar valores, há a necessidade de usar uma comunicação esmerada e relacionamento harmonioso, onde o diálogo seja o elemento aglutinador, quando com transparência, que produz clima de parceria e de confiança.

    Muitos comportamentos devem ser desenvolvido nas pessoas, para que essas dêem um novo olhar para as relações dentro da empresa. O profissional que sabe colaborar, mesmo quando não pedem, mas quando ele percebe que há essa necessidade, porque sabe que faz parte de um todo e está interdependente dele, promove sua equipe. Quando participa de planejamentos, de eventos, de reuniões em que há tomada de decisões, com certeza esse profissional sente que há uma partilha democrática de direitos e deveres, de responsabilidades, de autoridade e assim, com mais motivação e sabendo porque, torna-se aderente ao processo empresarial.

    Fica bem claro que as pessoas precisam de outras para desempenhar bem seu papel, e comungar com objetivos, projetos e decisões, faz com que o trabalho tome uma nova postura de desafios e objetivos. Assim, torna-se mais fácil resolver conflitos, motivar equipes, deliberar ações e renovar forças.

  • Como se Realiza o Coaching em Grupo

    Quando se fala em coaching, fala-se em ação prática, em consciência e comportamento. Esse processo leva a mudanças intensas, radicais e bem práticas, além de rápidas no comportamento das pessoas, tanto pessoalmente, como profissionalmente. Leva o ser humano a realizar sua trajetória na vida e no trabalho.


    O processo de Coaching em grupo é, atualmente, muito usado nas empresas para empodeirar equipes inteiras no sentido de agilidade, clareza dos processos empresariais, da postura profissional e da busca de resultados consistentes e diretivos. A equipe, quando fortalecida, sabendo para onde vai e como vai, traz para a empresa a possibilidade de aumento da lucratividade, além de ambiente de trabalho condizente com o equilíbrio, a maturidade e ações concernentes aos objetivos da empresa.


    Cumprir metas, atendimento com qualidade e comprometer-se com os resultados da empresa, são alguns dos resultados de uma aplicação de coaching bem definida e exercitada na sua equipe.


    A partir de avaliação prévia, entrevista com a equipe e com cada profissional inserido nela, análise dos objetivos da empresa, do grupo e dos profissionais, o profissional Coach (quem aplica o processo) levará aos coachee (o que recebe o processo de coaching) poderá convocar a equipe para reuniões semanais, quando se inicia uma série de reflexões e tarefas para mudanças de estratégias, comportamentos e ações dirigidas para o objetivo da empresa e dos profissionais.


    Estamos disponíveis para maiores esclarecimentos relacionados a esse processo, que tem sido de muito proveito nas empresas, escolas e grupos de trabalho de variadas linhas.


    Magda Vilas-Boas

  • Coaching em Grupo

    Quando se fala em , fala-se em ação prática, em consciência e comportamento. Esse processo leva a mudanças intensas, radicais e bem práticas, além de rápidas no comportamento das pessoas, tanto pessoalmente, como profissionalmente. Leva o ser humano a realizar sua trajetória na vida e no trabalho.

    O processo de Coaching em grupo é, atualmente, muito usado nas empresas para empodeirar equipes inteiras no sentido de agilidade, clareza dos processos empresariais, da postura profissional e da busca de resultados consistentes e diretivos. A equipe, quando fortalecida, sabendo para onde vai e como vai, traz para a empresa a possibilidade de aumento da lucratividade, além de ambiente de trabalho condizente com o equilíbrio, a maturidade e ações concernentes aos objetivos da empresa.

    Cumprir metas, atendimento com qualidade e comprometer-se com os resultados da empresa, são alguns dos resultados de uma aplicação de coaching bem definida e exercitada na sua equipe.

    A partir de avaliação prévia, entrevista com a equipe e com cada profissional inserido nela, análise dos objetivos da empresa, do grupo e dos profissionais, o profissional Coach (quem aplica o processo) levará aos coachee (o que recebe o processo de coaching) poderá convocar a equipe para reuniões semanais, quando se inicia uma série de reflexões e tarefas para mudanças de estratégias, comportamentos e ações dirigidas para o objetivo da empresa e dos profissionais.

    Estamos disponíveis para maiores esclarecimentos relacionados a esse processo, que tem sido de muito proveito nas empresas, escolas e grupos de trabalho de variadas linhas.

    Magda Vilas-Boas

  • Ensinando a Conviver - Palestras Gratuitas

    Relacionamento, estar junto, conviver. Convivência significa viver com as pessoas, uns com os outros. Dentro de uma visão social, esta convivência está sustentada numa relação social com códigos de valores. Na perspectiva humana e religiosa, deixa de ser apenas obedecer a regras. A trajetória de vida de cada ser humano se torna uma obra, de forma a contribuir para tornar sua vida plena e a dos outros também, desenvolvendo a justiça e a solidariedade. É fundamental implantar sempre um mundo de convivência bem definido que possa superar o modelo educacional vigente, tornando os profissionais da Educação e os pais em agentes de libertação. É na família que inicia o processo de socialização e onde se aprende os hábitos iniciais de convivência, a partir da afetividade. Daí a importância de união de família e escola no afã de desenvolver esta pedagogia.


    É uma convocação ao diálogo, à criticidade e à intervenção no âmbito em que se vive. Sabemos que é possível e fundamentalmente necessário educar para a convivência. Todos somos herdeiros e temos o direito de viver e conviver com respeito mútuo, ternura, diálogo, solidariedade, perdão e esperança.


    Temos um sonho, um desejo de fazer melhorar as relações em todas as suas formas, para isso criamos um projeto:

    Projeto: Pedagogia da Convivência

    • 1.000 GRUPOS DE CONVIVÊNCIA;
    • 1 LIVRO
    • 300 PALESTRAS GRATUITAS PARA FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES.

    Então queremos sua contribuição no sentido de indicar a palestra para quaisquer instituições, grupos, comunidades, empresas, escolas.


    Entre em contato conosco. Teremos a maior alegria em atendê-lo (a).

  • Para a mulher do lacinho no pescoço. O papel do professor

    Ela era magra, loira, olhos serenos, mas profundos. Fisionomia nórdica. Falava cadenciadamente, numa pronúncia clara como a sua pele. Em meio a substantivo, verbos e advérbios, caminhava com a sala, trilhando as ladeiras da língua pátria, tão cheia de armadilhas prontas para nos pegar, com seus verbos irregulares, plurais inconstantes e orações que insistiam em subordinar a nossa lógica de criança.

    Uma figura sempre aparecia. Volta e meia dava as caras. Era o Pafúncio.Nome estranho para nós, tão acostumados aos Joões e Marias. Pafúncio conhecia objetos diretos e verbo intransitivo. Estava sempre no meio deles, protagonizando, com voz ativa os agentes da passiva, que éramos nós, sempre passivamente entediados com a parafernália de regras e suas inexplicáveis exceções.

    Mas havia um momento em que essas confusões ficavam para trás, quase que esquecidas. Era quando ela nos convidava à leitura. E não era qualquer leitura. Era aventura, porque “dicionário não serve para ler” e palavras que ninguém entende são como as camuflagens dos desonestos que querem esconder seus feitos. E tome Monteiro Lobato, Lygia Bojunga, Edgar Rice Burroughs.

    E da leitura, como quando escutamos as histórias e ficamos com ânsia de falar tendo que ouvir, surgia a vontade de escrever. Mas, “o que escrever” pensava eu. O que der na telha, o que quiser, não importa se os outros vão ler, se vão gostar. Era o que ela dizia, observando-nos com aqueles olhos miúdos. O nariz era fino, como as mãos.

    O tempo foi passando e muitos momentos vivenciamos, anos a fio. A gramática agora estava dentro daquilo que escrevíamos. Não precisávamos mais do Pafúncio, embora o ressuscitássemos, quando a pena pedia.

    Ela morava longe, estrada de terra. Um dia viajou para a terra ancestral. Voltou com roupas típicas. Lembro-me de uma marrom, com lacinho no pescoço. Parecia até escoteiro. Acho que ela gostava desta. Quando o tempo de partir chegou, foi uma tristeza, mas eu já carregava em mim o poder da palavra, que ela helveticamente me havia ajudado a descobrir. Tempos depois, já mais crescido em conhecimento e vida, reparei distante o seu lado político, questionador, engajado. Fundou escola, deu nome a uma, brigou com o sistema. Impressionante.
    Um dia, como diria o Pafúncio, ela “partiu fora do combinado”. Viajou para mais longe. Palavras foram ditas, escritas e sepultadas. Que eu saiba não teve amores. Desses, que a gente leva para o altar. Mas o meu ficou. E se não fosse por ele não poderia escrever, que “aprendi com você, minha professora, a dominar, ainda que miseravelmente, a minha língua, aquela que ajudou a forjar em mim a sua teimosia em defender dos modismos e estrangeirismo, a cultura brasileira”.

    Prof. Emídio Claro de Oliveira Neto.

  • O Verdadeiro Sentido da Vida

    Todas as pessoas vivem como se nunca fossem desaparecer um dia. A verdade é que quando a gente aprende a morrer, aprende a viver, começa a caminhar brandamente pela vida. Que significado tem a família para você? Quando minha mãe faleceu, eu senti a falta de segurança espiritual, em que o olhar, o tom de voz, o calor do corpo, não estavam mais ali. Nada na vida substitui essa segurança, nada!

    E os filhos, que significado tem? Não existe emoção comparável a de ter filhos, nada substitui essa experiência, ela é ímpar. A frase de Mitch Albom é verdadeiramente digna de ser citada: “Quem quiser experimentar a emoção de assumir responsabilidade total por outro ser humano e aprender a amar e a dedicar no grau mais alto, precisa ter filhos”.

    Conta uma lenda da tradição sufi que uma mulher muito pobre, com uma criança no colo, passou diante de uma caverna e escutou uma voz misteriosa que lá de dentro lhe dizia:

    - Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça da semente.

    A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente:

    - Você agora tem pouco tempo.

    Esgotado o tempo, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas correu para fora da caverna e a porta se fechou. A criança lá ficara e a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco, mas o desespero persistiu.

    Nossas sementes são nossos amigos, nossos familiares, as pessoas que amamos, nossos sonhos, nossa fé, nosso trabalho, nosso compromisso com a vida; mas vamos ao mundo e enchemos nossa sacola com fatos que nos fazem esquecer de nossos verdadeiros tesouros e de nós mesmos. Apesar do Universo constantemente sussurrar em nossos ouvidos: - Não se esqueça da semente, terminamos por esquecê-la. Quando a porta se fecha é tarde; e ela se fecha no momento em que nos perdemos, trocando nossa sacralidade pela vaidade do ego e deixando trancadas para sempre dentro da caverna da existência as coisas que mais amamos.

    Não se esqueça da semente...

    Magda Vilas-Boas adaptado de Mitch Albom

  • Ética no mundo corporativo

    ÉTICA NO MUNDO CORPORATIVO


    Magda Vilas-Boas
    Fala-se tanto em Ética, há tanta necessidade de ser falar, de viver, de ensinar, de aprender. A mídia despeja em nossas cabeças um cabedal enorme de informações sobre escândalos, roubos, corrupção, que um clamor de moralização atinge a sociedade e os negócios. A Ética, como sinônimo de transparência nas relações e preocupação com o impacto que poderá acarretar das atividades organizacionais na sociedade, tem mudado o seu conceito, como requisito para a sobrevivência das empresas, pois sabem que podem ser varridas do mapa. Por isso, percebe-se que o discurso ético tem se desenvolvido na última década. Mesmo assim, sabe-se que, nos Estados Unidos, um em cada seis diretores financeiros afirmam ter falsificado número da empresa, por pressão da cúpula. Ao mesmo tempo, a demonstração da empresa ética promete funcionários contentes, satisfeitos, fornecedores de confiança e consumidores fiéis. Há vários estudos que dizem que o comportamento ético traz bons resultados financeiros. O que se torna difícil é reconhecer a prática real da responsabilidade, pois impingem a ética como mercadoria. As ações de responsabilidade social têm se tornado esforço de propaganda. Tanto é que as verbas saem do departamento de Marketing. Em função da crescente pressão da sociedade, muitas empresas querem passar uma imagem de organização cidadã. Conflitos éticos é o que não falta. O objetivo de maximizar os lucros confrontam com o objetivo dos funcionários de obter maior remuneração.

    É claro que a Ética combina com sucesso nos negócios, mas ela impõe restrições. Para isso, a empresa terá que lidar com valores baseados em honestidade, verdade e justiça. E isso pode levar a algumas perdas. Essa conversa não é só balela não. Algumas empresas dão exemplos de comportamento ético. Por suspeitar “lavagem de dinheiro”, a empresa Cummins, fabricante de motores a diesel, deixou de vender suas peças no varejo, na Colômbia, perdendo perto de 4 milhões de dólares de faturamento. Esta atitude foi fundamentada no respeito aos valores que os fundadores têm. Há outro exemplo da empresa paulista Argos, decidiu não realizar cotações para clientes que atuem na produção com fins militares.

    Sabe-se que é um grande desafio, fugir das tentações fáceis de serem aceitas, tal a dificuldade de muitas empresas, mediante grande carga de impostos, no Brasil e a sonegação torna-se fácil e simples. A Ética tem lidado com questões difíceis. As empresas de tabaco, por
    exemplo, têm informado que o fumo faz mal, lidam com legislação dura e, ao mesmo tempo, cria programas sobre comportamento de risco, sensibilizando os varejistas a não vender produtos para menores. Será que isso seria suficiente? Estaria realizando realmente, a função social da empresa? Percebe-se que muitas empresas utilizam o discurso ético, falando de transparência, por motivos mercadológicos. Empresas responsáveis são aquelas que aplicam a ética em todos os seus processos e nas decisões de negócios, começando da cúpula empresarial.

    Quando os profissionais vivem num ambiente ético, a transparência aumenta a eficiência das informações e a confiança diminui os custos de controle.

  • Ombudsman

  • ENSINO RELIGIOSO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS DE ENSINO Magda Vilas-Boas Otaviano José Pereira
  • ENSINO RELIGIOSO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS DE ENSINO Magda Vilas-Boas Otaviano José Pereira
    ENSINO RELIGIOSO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS DE ENSINO Magda Vilas-Boas[1]Otaviano José Pereira[2] A única lição que é possível transmitir com beleza e receber com proveito; a única eterna, digna, valiosa: o espeito pela vida.Cecília Meireles. A partir do século XX, acontece o processo de crescimento na produção de bens e serviços, transformações na tecnologia, o que tem modificado o modus vivendi e a forma de trabalho e levado a humanidade a enfrentar diferentes desafios (AFFONSO, 2003). Vive-se na era do conhecimento, situação em que entra o papel da Escola na preparação do chamado “capital humano” ou “capital intelectual” (SENGE, 1990) para o mundo do trabalho. As reformas educacionais constatam esta premissa, na busca de levar aos estudantes os conceitos de flexibilidade, aquisição de novas capacidades, inserção na diversidade cultural, de informações complexas. A constituição brasileira tem a prerrogativa de construção de cidadania, que legitima o direito de exercer a cidadania, alcançando seu pleno desenvolvimento e preparação para o trabalho (BRASIL, 1988, art. 205).A pós-modernidade é a denominação geral dos movimentos acontecidos na área artística, no final do século XX e em continuidade no século XXI. É caracterizada pela ruptura com o rigor da filosofia, com a formalidade, práticas humanas do Modernismo. É um conceito da sociologia histórica por estudos sobre a condição sociocultural e estética existente no capitalismo que se instituiu a partir de alguns acontecimentos, como: a queda do Muro de Berlim, em 1989, o colapso da União Soviética. Caracteriza-se pela crise das ideologias na sociedade ocidental, percebendo-se que apenas a razão não traz possibilidade de compreender o mundo por meio de esquemas totalizantes. Lyotard (2000) explicita o conceito de pós-modernidade como a época da abolição do conhecimento como verdade absoluta como arma do poder. Demonstra que a produção cultural foi se transformando na era pós-industrial em que o saber produzido nas sociedades passa a ser legitimado pela ciência, pelo virtual e artificial, marcado pela dúvida, desconstrução, interpretação, a partir da problemática em que o exercício do pensamento faz-se presente.Laicidade e secularização são dois processos/fenômenos históricos e sociais distintos e não sinônimos. São conceitos heterogêneos. A secularização é um conceito polissêmico, relaciona-se com o direito canônico. Faz parte, também do processo “de afirmação de uma jurisdição secular – isto é laica, estatal – sobre amplos setores da vida social até então sobre o controle da Igreja (MARRAMAO, 1994, p. 19).Este processo histórico-social da secularização encontra-se em íntima relação com o avanço da sociedade, em que todos os campos da vida social da modernidade e pós-modernidade (como: cultura, filosofia, arte, educação e outros) se fundamentam em valores seculares, isto é, em concepção de mundo e de ser humano, dessacralizadora, se distanciando do universo recheado de divindades, forças mágicas das sociedades primitivas. Este distanciamento se dá por causa do desenvolvimento da ciência e da técnica, resultado do racionalismo na ciência moderna.Estado laico é aquele que não adota nenhuma religião como oficial, tem posição neutra em relação à religião. Existe separação entre clero e Estado. É imparcial em relação a assuntos religiosos, sem apoiar ou discriminar qualquer religião. Defende a liberdade religiosa, todos os cidadãos têm a liberdade de opção religiosa e não permite a interferência de correntes religiosas em assuntos sociais, políticos e culturais. O Brasil, oficialmente, é um Estado laico (LEITE, 2011). O processo de laicização no Brasil tem seu início de implementação no regime imperial (1822 a 1889), mas se ampliaram as discussões com a Proclamação da República.A sociedade brasileira é complexa, eclética, com diferenças culturais e sociais marcantes, o que dificulta a relação entre os grupos. A diversidade religiosa é um dos aspectos da diversidade cultural que deve ser trabalhada na Educação Básica, no intuito de formar cidadãos que respeitem as diferentes culturas e consigam superar a discriminação e o preconceito, evitando assim, a exclusão, a intolerância e a violência. A questão da disciplina de Ensino Religioso na Escola brasileira tem mais ou menos 400 anos de existência, com conflitos entre igreja e Estado. Encontra-se nos PCNs (BRASIL, 1997). A designação da disciplina Ensino Religioso como “uma reflexão crítica sobre a práxis que estabelece significados” aos alunos, tem sido muito questionada e, mesmo sendo disciplina reconhecida pela legislação, condicionada ao Projeto Político Pedagógico da Escola, em conexão com as práticas inter e transdisciplinares ainda encontra enormes desafios.A Constituição Brasileira de 1988 registrou o país como laico, livre de crenças religiosas, sem religião oficial, em que os cidadãos são livres para escolher e praticar seus cultos e religiões. O Brasil é um país laico, mas a religião está presente na Constituição. A constituição Brasileira de 1988 (BRASIL, 1988) prevê a liberdade de crença religiosa, respeito às manifestações, aos cidadãos brasileiros. No artigo 5º da citada Constituição, lê-se: “VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias;” (BRASIL, 1988, art. 5º). Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Religioso afirmam que alunos e educadores devem vivenciar proposta pedagógica, com objeto de pesquisa o fenômeno religioso, sem proselitismo, com reflexão sobre a fundamentação histórica, epistemológica e didática. A partir da Constituição de 1988 e a LDB n. 9.394/1966 (BRASIL, 1996), o Ensino Religioso se tornou disciplina como componente curricular multidisciplinar, obrigatório, para o Ensino Fundamental das escolas públicas, assegurando a formação básica comum. É de matrícula facultativa, está nos horários normais da escola pública do Ensino Fundamental, com o objetivo de assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa.Não só no Brasil, mas em todo o Planeta, há buscas de soluções para as desigualdades, esclarecimentos sobre a diversidade, construção do respeita e aceitação das pessoas para uma convivência pacífica: A declaração Universal dos Direitos Humanos, prima pela educação para a diversidade cultural na educação escolar (BRASIL, 1998); a LDB n. 9394/96 (BRASIL, 1996); Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental – Pluralidade Cultural (BRASIL, 1977); Plano Nacional de Educação (BRASIL, 2001); Conferências Nacionais de Educação (BRASIL, 2008, 2010) e pelas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para Educação Básica de 2010 (BRASIL, 2010). Desta forma, é possível perceber que as políticas determinam prática escolar diferenciada da escola que apenas apresenta conteúdos descontextualizados da vida do professor e do aluno. Ensinar a refletir e contemplar a Educação na relação com a diversidade cultural, conhecer o multiculturalismo que está explícito no dia a dia escolar e social, são ações pertinentes ao novo paradigma, mediante transformações profundas na sociedade. Multiculturalismo, que implica em conviver com as questões de gênero e de raça, expressões diferentes de classes sociais, movimentos culturais e religiosos, violência e exclusão social, revolução tecnológica demonstra os cenários sociais, políticos e culturais da pós-modernidade (GOMES, 2003), que caracteriza a complexidade das necessidades humanas. A teoria da Complexidade critica a forma de conhecimento fragmentada, vê o ser humano como ser de totalidade e interdependência (MORIN, 2005), em que o as múltiplas relações entre as pessoas em todo o seu contexto, numa abordagem multidimensional, contextual, dinâmica e transdisciplinar da realidade, em conexão, religando os saberes.A escola reproduz a sociedade que se empenha na ruptura do status anterior, apesar da resistência ao novo e a ampliação das contradições sociais A Educação tem a tarefa de formar cidadãos que consigam lidar com o as transformações da pós-modernidade complexa, com conhecimento destas, no preparo de pessoas para viverem e trabalharem na era tecnológica, numa dimensão inter e transdisciplinar (JAPIASSU, 1976). Mais que formar pessoas para um ofício, com conhecimentos técnicos, deve-se educar pessoas para uma educação geral, desenvolver a personalidade, o caráter, dando-lhe condições para ampliar sua capacidade de compreender, questionar, julgar, discernir e saber lidar com as circunstâncias (FOLLMANN, 2009).A Educação vive em crise e num questionamento por respostas adequadas. Tardif & Lessard (2008) percebem o cenários neste processo: A decomposição do modelo canônico, torna-se uma mercadoria de interesse dos empresários e a insistência em manter o sistema atual. Vista nas suas origens, como vocação e missão passam, a partir dos anos 1980 do século XX, à busca de regulação da profissão, pela imposição da revolução Industrial e do pensamento complexo, a necessidade de aquisição de habilidades e competências específicas (TARDIF & LESSARD, 2008).A prática das aulas de Ensino Religioso, com abordagem interdisciplinar da diversidade cultural poderá promover, dentro da comunidade escolar, convivência pacífica e inclusão. A percepção, por meio de experiência, dentro da escola brasileira, é que o exercício consciente da cidadania e o convívio social baseado na alteridade e respeito às diferenças é possível. E, as aulas de Ensino Religioso, com abordagem interdisciplinar da diversidade cultural e Valores Humanos poderão levar os alunos à visão crítica, respeito e convivência pacífica. Poderá promover relações pacíficas e inclusão na Escola, além de beneficiar as pessoas envolvidas, em termos de cidadania e realização pessoal e profissional. Mas, para isso, há enorme desafio: a formação docente, no que se refere às práticas de ensino. Há que ampliar, cada vez mais, o debate sobre as questões relacionadas ao papel da escola no seu cotidiano e sobre a formação docente, para desenvolver uma educação intercultural e crítica, como princípio orientador dos sistemas educacionais em sua totalidade.Sabe-se que há discussão sobre esta disciplina, pois ainda se percebe confusão de papeis escola/igreja/ciência/religião. As tradições, o conhecimento religioso, enquanto patrimônio da humanidade, são assuntos e conceitos diretamente inseridos na Escola. E o Ensino Religioso se caracteriza pela busca de maior compreensão deste processo. Muitas vezes, ainda, a disciplina reforça distorções. Sabino (2009) esclarece que é preciso fazer com que o Ensino Religioso seja representativo da garantia da diversidade religiosa na escola. Sendo o fenômeno religioso uma decorrência da condição humana existencial, visto pela abordagem antropológica e filosófica, como imanência, percebe-se o foco específico da disciplina que é colaborar com os educandos para um posicionamento no mundo, além do respeito e melhor relacionamento com as novas realidades que o cercam ou seja, “o mundo, a vida, as relações sociais, a própria religião”[3] (SILVA, 2013, p. 1), é uma questão intrinsecamente ligada à vida, à reflexão sobre os comportamentos, incitando a Ética. Interlocução entre as diferentes áreas do saber, levando em conta a interdisciplinaridade, na valorização do diálogo inter-religioso e transreligioso, para, assim, promover educação democrática, na aquisição do respeito e aceitação das diferenças, trazendo a dialética entre fé e modernidade e, ao mesmo tempo, definindo contornos e rumos para o exercício prático e para as experiências da prática religiosa.O desafio maior é a busca pelo respeito à liberdade de religião e de culto. O reconhecimento da diversidade religiosa perpassa pela superação dos preconceitos, discriminação e intolerância, promovendo a igualdade, a justiça, a liberdade de expressão. A interface da Educação e da religião exige reflexão acadêmica, iniciando pela formação docente, para que a escola se renove e busque eliminar as discriminações nos espaços escolarizados, confessionais e comunitários, para a transformação das práticas e conduções da vida, por meio de políticas educacionais, para apropriações e ressignificações religiosas da atualidade, em possíveis diálogos, experiências de compartilhamento. Levando em conta a complexidade e pluralidade das manifestações religiosas, estas devem ser vistas de forma transversal, com percepção de alianças, analogias, contiguidades, comparações, todos os tipos de relações.São duas as visões, quando se fala em interdisciplinaridade: a dos temas geradores (PONTUSCKA, 1993) e a de transformar os alunos em sujeitos ativos da história produzida no cotidiano da escola e dos alunos (BOCHNIACK, 1992), para criar melhores relações entre as pessoas e promover cidadania, aproximando conhecimentos e abrindo o diálogo entre os diferentes saberes, além da percepção e aceitação de outras visões existentes. A ideia dos temas geradores abre perspectivas para o diálogo entre diversos segmentos, envolvendo professores, alunos, comunidade, conhecimento, provocando assim, espaço para experiências pessoais, trabalho autônomo, em equipe e eliminar a ideia de que o aluno é apenas um receptáculo de conteúdos preestabelecidos e o professor “não é mais um sujeito distante, prisioneiro da grade escolar. Ambos estão comprometidos na troca recíproca de experiências (PONTUSCHKA, 1993, p. 95).A escola brasileira, ainda se encontra acostumada à homogeneização, e, por isso, encara o desafio de reconhecer a diversidade como parte da identidade nacional, do patrimônio sociocultural de seu povo. Cabe a esta escola buscar formas de superação da discriminação, por meio do uso de seu espaço como lugar para o exercício da igualdade, de tolerância, de respeito e de formação da cidadania, tendo a Ética como ponto central e minimizando a exclusão social (BRASIL, 1997). A escola precisa estar instrumentalizada para informar precisamente as questões que envolvem o país, a democracia e cidadania. Além da formação de professores que, além de conhecer o tema de Pluralidade Cultural, deverá provocar, dentro de sua profissão ser modelo de compromisso político pedagógico e de cidadania. A ONU (Organização das Nações Unidas), tem buscado contribuir para que a Cultura da Paz se estabeleça dentro da escola, por meio de atividades sobre tolerância, entendimento, respeito mútuo e da solidariedade.Desde o início, a Educação no Brasil foi focada em ensinar atitudes morais e religiosas. A partir de 1980, o processo educacional passa a buscar uma identidade profissional, no sentido de levar aos alunos “aquisição de habilidades/competências específicas de “saberes próprios” (TARDIF & LESSARD, 2008, p. 254), em duas correntes: neoliberal, com foco na eficiência, produtividade, competitividade e o ensino como produção de informações. E a corrente humanista/cidadã, com objetivo de formação humana e emancipação na promoção da cidadania (TARDIF & LESSARD, 2008). Deve promover o desenvolvimento individual, social e cultural, oferecendo a cada ser humano, preparando-o para exercer adaptação, renovação e enriquecimento (AMADO, 2011). Amado conclui que a Educação é o ponto de encontro entre as dimensões ética, científica, política, experiencial e afetiva que se articulam para a formação plena do sujeito no seu universo e no universo dos seres humanos, pois o fenômeno educativo é um fenômeno humano em toda a sua complexidade, fluidez e dinamismo em constante movimento.A Educação escolar tem sido ponto de pesquisas e discussão, por causa da má qualidade de ensino, aprendizagem deficiente que leva à evasão, repetência. Mesmo com novo vocabulário, o formato do trabalho pedagógico ainda repete o exercício da reprodução capitalista (LIB NEO, 1998). Este autor analisa a prática pedagógica como ato social que configura a forma de vida humana por meio de introjeção de subjetividades que determinam a disciplina e o controle na vida das pessoas, tanto social como em termos de produção e seus processos. Essas tendências reprodutoras teve suas origens nas bases tayloristas/fordistas (a partir do final do século XIX), que entrou em crise nos anos de 1970, por motivos de reestruturação capitalista quando houve a globalização e as políticas neoliberais, juntando com a Revolução Industrial Tecnológica. Isso provocou mudanças nos modos de produção e relações de trabalho, a chamada “acumulação flexível de capital” (COUTINHO, 1992, p. 69).A prática pedagógica, ainda, em muitas escolas, a prioridade é a memorização e a teorização, totalmente distanciados da experiência. Por causa da massificação do ensino, além de, ainda ser autoritário e elitista do sistema educacional, que não supre o mercado de trabalho, com muito pouco aproveitamento social e econômico do que se aprende, a Educação, mesmo sendo claros alguns movimentos, não trouxe mudança estrutural na sociedade brasileira. Bourdieu & Passeron (1975) percebem a reprodução e legitimação das desigualdades sociais no lugar de igualdade, de oportunidades e justiça social. Os autores veem que os alunos não competem em condições igualitárias, pois sua bagagem social e cultural é diferenciada em função de sua origem social que provoca condição desfavorável diante das exigências escolares e do mundo do trabalho. E a Escola imprime o papel da reprodução dessas desigualdades, impondo a perspectiva dos grupos dominantes, cujo conhecimento e cultura nada mais é que dissimulação, apresentados como conhecimento e como cultura. Assim, o capital social passa a ser instrumento de acumulação do capital cultural, sendo o capital econômico e social, muitas vezes, meios auxiliares na acumulação do capital cultural, o que caracteriza o habitus.O título escolar relaciona-se não só ao retorno provável no mundo do trabalho, mas também nos diferentes mercados simbólicos (casamento, local de moradia, raça, religião, etc). Nutrem esperanças de ascensão social por meio da Educação e isto os faz renunciarem aos prazeres imediatos em benefício de seu projeto. A escola teria que quem emitisse um discurso arbitrário e socialmente neutro por meio de equidade formal entre os alunos. Mas não é o que acontece, dissimuladamente valoriza e exige dos alunos determinadas qualidades, conhecimentos, comportamentos que são desigualmente distribuídas entre as classes sociais, notadamente o capital cultural, o saber que apenas os que o receberam desde a infância. As chances não são as mesmas e a escola não é neutra. (BOURDIEU, 1998). As discussões de Bourdieu provocaram o rompimento com a ideia de que há alunos com méritos pessoais e outros não. Esta teoria das desigualdades educacionais tornou-se mais densas no final de 1960, demonstrando que as escolas não estavam preparadas para tornar as pessoas mais capacitadas e produtivas, mas sim as pessoas que estavam mais adequadas às representações e expectativas de um grupo que dispõe de poder e controle sobre o sistema de ensino. Esta situação de desigualdade do sucesso escolar promove as desigualdades culturais, de motivação em relação aos estudos.A educação transmite algo diferenciado dos conhecimentos objetivos, desenvolvendo realidades diferentes das capacidades operatórias culturalmente neutras. Impõe uma cultura particular, ou seja, a cultura de que o grupo dispõe. Os autores (Bourdieu & Passeron, 1975), por sua vez, atribuem as desigualdades do sucesso escolar às desigualdades culturais entre os grupos, e que as desigualdades de motivação em relação aos estudos estão relacionadas a profundas diferenças de atitude. Para os autores as diferenças de ethos e a desigualdade do capital cultural, justificam as desigualdades de seleção escolar, esta reproduz as desigualdades sociais. Cultura, nos dias atuais, tem sido conceituada de acordo com o plano simbólico imaginário ou das criações envolvidas na comunicação humana, nas diferentes formas de linguagem do corpo, gestos, vocabulário, escrita, etc. A cultura, entretanto, se manifesta nas diversas nuances da atividade humana (BOURDIEU & PASSERON, 1975).A Constituição Federal de 1988 preconiza o aprendizado do Ensino Religioso fazendo parte da educação integral do ser humano, fortalecendo nele o caráter de cidadão, por meio do cultivo de transcendência, desenvolvendo a participação, a criticidade, fazendo da sala de aula um espaço de liberdade de reflexão para busca de respostas às questões existenciais e conhecimento dos valores humanos universais (SANTOS, 2001). O autor afirma que: “toda religião comporta uma ética e toda ética desemboca numa religião, na mesma medida em que a ética se orienta pelo sentido do transcendente da vida humana" (p. 63).A formação profissional para o magistério do Ensino Religioso é, ainda, um desafio para a Escola. O conteúdo desta disciplina deve ser quase que exclusivamente a reflexão sobre comportamentos, valores, ética e religiosidade. Dar sentido à vida, busca de transcendência que leve à realização do ser humano pessoal e social é foco da disciplina Ensino Religioso. Há, portanto, necessidade de formação de professores em suas práticas cotidianas, contemplando conceitos como Ética, Estética, e outros, pertinentes à interdisciplinaridade. Além disso, a importância da mudança de paradigma do conceito do que seja professor pós-moderno, a partir da ruptura com as rotinas arcaicas, mediocridade dos conceitos e ideais, a subserviência que, segundo ela, “massacra mentes e vidas” (FAZENDA, 1998, p. 7). Diferentes competências qualificam o professor interdisciplinar, como competência intuitiva, intelectiva, prática, emocional. Seu trabalho é permeado por diferentes saberes.O Ensino Religioso está presenta nas escolas públicas brasileiras, apresenta dados que estão incluídos na vida religiosa do indivíduo que vivenciam simbolicamente, que estão intrinsecamente em contato com a realidade cultural do indivíduo em diferentes instâncias: materiais, espirituais, afetivas, por isso interfere intimamente na constituição do indivíduo. O ensino religioso atua no processo educacional mais amplo, comunicando-se com as outras disciplinas, compõe a grade curricular, sendo também uma disciplina responsável pela qualidade desta educação. Assim sendo, o ensino religioso está presente na escola, atua na vida do educando de forma explícita, pois é disciplina, impõe em aula, em atividade e de forma implícita, pois se trata da rede simbólica que envolve o indivíduo que traz sua carga de religiosidade. Observe que o educador religioso tem dupla função: levar o aluno para a sua maturidade de fé e colaborar na sua formação educacional (instrutiva).O desafio da educação escolar necessita ainda de muito esclarecimento, de articulação teórica sobre o desenvolvimento humano por meio da escolarização será ainda um trabalho árduo e levará um tempo a ser empreendido, uma vez que as teorias se divergem. Vellas (2005) vê a escola como atitude de pesquisa em que o aluno e professores tenham postura de apreensão do mundo. O autor vai mais além, no sentido de que a escola deve acompanhar o desenvolvimento biológico, psicológico e social do aluno para que haja uma construção do conhecimento por meio de organizações e reorganizações sucessivas do pensamento em níveis crescentes de complexidade. Para que essa postura intelectual seja implantada é preciso que novas concepções da educação, da apropriação dos conhecimentos provoquem situações de aprendizagem inovadoras.A partir de 1970, houve intenção de profissionalizar o professor de Ensino Religioso, com formação específica. Mas só a partir de 1995 foi elaborada a Lei 9394/96 e formação e organização do FONAPER (Formação Nacional Permanente de Ensino Religioso), (alteração do artigo 33). A partir daí algumas universidades iniciaram cursos de graduação específicos para a área de ER, como Santa Catarina, que implantou o curso de graduação em Ciências da Religião, em 1996. Segundo o FONAPER (2004), ampliaram-se as discussões e estudos em âmbito nacional sobre a formação de professores (MEC, CNE, ANPED, ENDIPE, FONAPER) e outros.Reflexões e práticas sobre a formação docente e o reconhecimento dos cursos como área de conhecimento foram realizados e organizados, a partir de seminários nacionais para formar os docente em Ensino Religioso. Com a criação do FONAPER, este imenso movimento da sociedade civil se intensificou e os eventos foram criados pelo FONAPER. Em 1998, esta instituição enviou ao MEC proposta de diretrizes curriculares para os cursos de graduação na área de ER, que foram autorizados/reconhecidos. Realizaram-se reuniões nas universidades e a formação de um dossiê sobre a formação de professores, em 2004, encaminhado ao CNE (Conselho Nacional de Educação).Em 2008, no X Seminário Nacional de Formação de Professores foi elaborada nova versão para as diretrizes de formação de professores de Ensino Religioso, tendo continuidade a discussão em 2009, no V Congresso Nacional de Ensino Religioso, na Pontifícia Universidade Católica de Goiânia, cujo texto fora encaminhado ao CNE, que autorizou a criação de cursos de licenciatura em Ensino Religioso. Nesta época, as religiões cristãs, com predominância da Igreja Católica, foram pensadas as diretrizes numa instituição católica, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dentro das instituições universitárias católica, mesmo sendo acenada a diversidade religiosa, mas ainda longe de se tornar prática escolar ou universitária. Assim, a formação docente em geral, e, especificamente a de ER, readquire uma importância ímpar na realização da busca de, cada vez mais, abrir discussões sobre o pluralismo e levar o aluno à promoção do discernimento, da corresponsabilidade e de valores, tais como a solidariedade, a inclusão, entre outros, isto é, extrapola a simples pregação em torno de uma determinada fé religiosa. Daí entender que a aprendizagem deve ser integral, e constante para todos os sujeitos, incluindo alunos, professores, comunidade... levando em conta a formação cultural e multicultural do ser humano que favorecerão a abertura para novos campos do conhecimento, no desenvolvimento da capacidade de transmitir às pessoas o estímulo e as bases para contínuo aprendizado ao longo da vida. Cada vez mais se volta, na Educação, a forma de ensinar a ser, na visão do desenvolvimento integral do ser humano, em que o corpo, a inteligência, a sensibilidade e a espiritualidade sejam propulsores da valorização humana e da realização pessoal, com autonomia, a auto responsabilidade, o reconhecimento do outro, a diversidade e pluralidade que promovem a riqueza do ser humano. O desenvolvimento da criatividade, da inovação e da imaginação é imprescindível para o sistema educacional que visa preparar o ser humano para uma era de incertezas (GIROLETTI, 2002).A preocupação com a formação profissional para a docência do Ensino Religioso, que, ainda é um desafio para a Escola brasileira. Até 1970, as igrejas financiavam a formação docente para o Ensino Religioso. Nessa época, surgiram algumas experiências de cursos, como o Curso superior de ER do estado do Pará; no Paraná foi criado o curso de Pedagogia religiosa. Em Santa Catarina houve o curso de aprofundamento do ER, cursos esses que tinham caráter teológico cristão, não graduavam os professores, não eram reconhecidos pelo MEC, por isso o certificado não tinha validade aos professores para participarem de concurso público, acesso aos direitos trabalhistas. Ainda não existiam políticas públicas para a formação docente na área Ensino Religioso.Após 1990, a formação docente para o Ensino Religioso passou por processo de organização (36ª Assembleia Geral da CNBB, de 1998), igualando-se aos mesmos processos previstos em legislação para a formação das demais áreas de conhecimento, com os mesmos direitos e, segundo Junqueira (2004) “[...]disponibilizando para a sociedade brasileira uma formação para a cidadania que integra o estudo do fenômeno religioso na pluralidade cultural, buscando o pleno desenvolvimento de seus educandos” (JUNQUEIRA, 2011, p. 69). A partir desta época, a disciplina passou a ter teor fenomenológico, com cursos em Formação Humana e Ciências da Religião nas Instituições de Educação Superior, no Pará, Maranhã, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraíba. Em 2009, houve o Congresso Nacional de Ensino Religioso. O ano de 2010 foi o ano brasileiro do Ensino Religioso como cultura e alteridade na formação do cidadão brasileiro. A habilitação para professor de ER, a partir desta organização, se estruturou no pressuposto epistemológico (com base nos saberes das Ciências da Religião) e no pedagógico (conhecimentos necessários à educação para a cidadania), que reconhece que a disciplina e a formação de professores adquiriu identidade para “atender e cumprir a responsabilidade social que tal ensino demanda, evitando o proselitismo e a doutrinação e garantindo a democracia e reconhecimento da diversidade cultural” (JUNQUEIRA, 2010, p. 69). Assim sendo, fica claro que estes cursos são aportes teóricos, que oferecem a professores e alunos a possibilidade de pesquisas, reflexões, investigações das diferentes manifestações da história e das sociedades em relação ao fenômeno religioso, como área de conhecimento, com conteúdo específico, em que têm a proposta de articulação entre as diferentes áreas, numa interdisciplinaridade em todas as instâncias da existência humana.O FONAPER, em 1997, determinou as normas para a habilitação e admissão de professores de e ER (JUNQUEIRA, 2010, p. 70):1. Fazer parte do quadro permanente do magistério federal/estadual ou municipal;2. Ser portador de diploma de licenciatura em Ensino Religioso. Caso não existam profissionais devidamente licenciados, o sistema de ensino poderá preencher os cargos de professores com profissionais:Ø Portadores de diploma de especialista em Ensino religioso (mínimo de 360 h/a), desde que seja portador de diploma de outra licenciatura;Ø Bacharéis na área da religiosidade, com complementação exigida no DEC[4], desde que tenha cursado disciplina na área temática de Teologia Comparada, no total de 120 h/aula.3. Demonstrar capacidade de atender a pluralidade cultural e religiosa brasileira, sem proselitismo.4. Comprometer-se com os princípios básicos de convivência social e cidadania, vivenciando a ética própria aos profissionais da educação.5. Apresentar domínio dos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Religioso.A Constituição Federal de 1988 diz o seguinte:O Ensino Religioso ocupa-se com a educação integral do ser humano, com seus valores e suas aspirações mais profundas. Quer cultivar no ser humano as razões mais íntimas e transcendentais, fortalecendo nele o caráter de cidadão, desenvolvendo seu espírito de participação, oferecendo critérios para a segurança de seus juízos e aprofundando as motivações para a autêntica cidadania (BRASIL, 1988).A legislação demonstra que a sala de aula deve ser um espaço de liberdade em reflexão, numa pedagogia que favoreça busca de respostas para as questões existenciais, além de privilegiar o conhecimento da linguagem simbólica, dos livros sagrados e da dimensão dos valores humanos universais. Santos (2001, p. 63) afirma que: “[...] toda religião comporta uma ética e toda ética desemboca numa religião, na mesma medida em que a Ética se orienta pelo sentido do transcendente da vida humana". Propor uma Ética da consciência e da liberdade e não a da lei e da obrigação e perseguir e atribuir sentido à vida, numa busca de transcendência que leve à realização do ser humano pessoal e social é foco da disciplina de ER. Transcendência, enfim, - tomada em seu sentido filosófico – que é proposto, por exemplo, pela atividade artística, pelo teatro, pela literatura. Se a proposta da LDB 9394/96, dos PCNs, citados também nas CONAEs e ANPEd, a importância da formação integral, em que se privilegiam a Ética, Valores Humanos, alteridade, etc., esta reflexão se estende à educação como um todo, isto é, todas as escolas e professores, de qualquer área, devem ter em mente esta forma o investimento nessa frente ampla de educação em sua práxis pedagógica.A partir dos anos de 1990, há a tendência antropológica na Educação, havendo necessidade de formação de professores nas práticas do cotidiano escolar.O autor Libâneo (2003, p. 28) diz que “[...] como mediador, o educador deve propiciar condições favoráveis para a apropriação crítica, criativa, reflexiva, significativa e duradoura do conhecimento, condição para o exercício consciente e ativo da cidadania”. Assim, percebe-se a importância de os professores adotarem novos comportamentos, novas modalidades de ensinar e de aprender ao mesmo tempo, assumindo o Ensino como mediadores, fazendo com que o aluno exercite sua iniciativa e criatividade, por meio da colaboração e orientação pedagógica do professor. Fundamental fazer com que o professor consiga substitui a prática pluridisciplinar e atravessar, sempre na medida do possível, para uma prática interdisciplinar e transdisciplinar, levando o aluno a pensar e aprender, provocando a perspectiva crítica dos conteúdos, em que o trabalho dentro da sala de aula seja um processo comunicacional. Desta forma, vai se processando o conhecimento e a transposição para seus comportamentos, o respeito à diversidade cultural e às diferenças no contexto escolar, na sala de aula, que se expande para a família e a comunidade. O professor tem a responsabilidade de, não só do dever profissional de se atualizar (teoricamente), dedicar-se à atualização científica, técnica e cultural como elementos pertinentes à formação continuada para alunos e professores, como também integrar, no exercício profissional, a dimensão afetiva, o comportamento ético e os valores daí subjacentes.Para que a disciplina de Ensino Religioso seja realmente significativa para professores e alunos, é necessário que a formação docente seja mesmo um processo de reeducação do educador. Reeducar os próprios preconceitos, contra a cegueira para com o diferente, abrindo para a compreensão humana, o conhecimento que traz lucidez; despojar do julgamento; conhecer a diversidade religiosa presente na sala de aula. A autora Monica Pinz Alves (2014) esclarece que o referencial curricular para o Ensino Religioso aponta para a formação do professor desta disciplina, com algumas características: a) Conhecer bem o fenômeno religioso e suas interconexões com as relações socioculturais dentro do contexto mundial atual;b) Compreender a diversidade cultural e religiosa da sociedade brasileira e saber interagir com esta diversidade;c) Ter um comportamento e atitudes autônomas, criativas, questionadoras e, ao mesmo tempo, mediadora na forma de lidar com todo o referencial cultural existente dentro da escola, na comunidade e no país;d) Que tenha compromisso consigo mesmo, no seu desenvolvimento pessoal e profissional, por meio de uma formação constante, continuada e disposto à atualização, à flexibilização para conseguir novos aprendizados;e) Que seu comportamento seja pautado em termos éticos e compromissado com a construção da cidadania, sabendo que esta é patrimônio coletivo de toda a sociedade brasileira;f) Ter habilidade para se comunicar, com o domínio de novas linguagens e tecnologias, utilizando-as na prática pedagógica;g) Reconhecer o aluno como pessoa, como sujeito e, por isso, manifestação da realidade e do legítimo outro;h) Ter habilidade para promover relações interdisciplinares e transdisciplinares utilizando os componentes curriculares para que a formação do aluno seja integral.Se professor de ER precisa ter estas especificações, não seriam estas exigidas para todos os professores das outras disciplinas? Ora, o conhecimento específico do conteúdo a ser ministrado, cada professor garante (em tese) a especialidade de sua disciplina. As outras especificações são esperadas de todos os professores de todas as disciplinas.Em síntese, uma qualificação do professor de ER convém pautar-se nos seguintes princípios:1. Graduar-se em áreas humanas, de preferência que seja em Ciências da Religião – sem descuido do chamado “conhecimento da Fé” (sem exclusividade de credo) ou de sua ausência, como opção dos sujeitos sociais (incluindo o aluno).2. Evitar tornar-se um proselitista.3. Fomentar a tolerância religiosa.4. Informar sobre a diversidade religiosa no marco das raízes e da pluralidade cultural, bem como de toda e qualquer opção (subjetiva) dos indivíduos.Ora, uma vez que as políticas públicas insistem na formação integral do aluno e para isso é preciso que o professor esteja preparado, não só técnica (conteudístico) como também em termos de formação de comportamentos adequados ao momento histórico mundial e brasileiro, percebe-se, nessa direção, que o artigo 139 está falando da formação de professores, independentemente de “sua” disciplina – daquele professor X, em sua especialidade. O que se conclui é que a formação de professores não é diferente de qualquer outra formação em Educação. Todos precisam ter ciência no investimento dessas novas competências.Já o artigo 142, por exemplo, insiste em pesquisas sobre gênero, orientação sexual e identidade de gênero, relações étnico raciais, educação quilombola, indígena, dos povos do campo, dos povos da floresta, dos povos das águas, etc., no sentido de ensinar cada vez mais aos alunos, na escola e, ao povo brasileiro, o respeito pela diversidade e tolerância ao diferente.A CONAE 2014, um documento escrito pela sociedade civil, muito completo, que dá bases para o PNE (Plano Nacional de Educação) 2014-2024, insiste também na formação profissional em função das transformações nos campos econômico-produtivo e inovações tecnológicas. Isso amplia as necessidades de trabalhadores, na exigência de novos perfis profissionais e do desempenho de novas habilidades, o que provocou mudanças nas instituições formativas acadêmicas e profissionais. Considerando a Educação brasileira, sabe-se que o conceito de laicidade ainda se encontra em risco, a formação docente para o Ensino Religioso, inadequada e em defasagem. Mesmo com os vultosos investimentos públicos, as repetências, evasão continuam altas, infelizmente a qualidade do ensino se mantém baixa. Isto se deve a ações descontextualizadas e sistema de avaliação inadequado. Há presença de acirramento de conflitos em relação à religiosidade e intolerância religiosa, pela incapacidade do homem moderno de compreender o mundo e lidar com as mudanças.Percebe-se acomodação em relação ao Ensino Religioso escolar, segue o movimento de atualização didática, mesmo sabendo que as escolas católicas ensejam educação de crítica social ligado ao Ensino Religioso, como reflexo de outras disciplinas críticas, mantendo-se na reprodução da ordem vigente. Essas discussões são importantes, levando em conta que o Ensino Religioso está na escola, tem um lugar pedagógico que lhe é próprio, é matéria de lei, mas não estão ainda suficientemente claros os direcionamentos que ela deve ter. Diferente das outras disciplinas existentes na escola, que são previstas em lei específica (Lei n. 9394/96), o Ensino Religioso é disciplina constitucional (art. 210 §1º da Constituição Federal). Isso, em vez de beneficiar a disciplina, a herança de uma “imaturidade histórica” a “empurra” para fora de uma discussão mais completa, pelo fato de ainda que não se percebe, no interior das escolas, inclusive nas posturas de gestores, um interesse real pela disciplina como tal, pela incapacidade de uma internalização do novo paradigma em que se sustenta, em tese, pelo menos. Resultado disso, gerador de impasses nas práticas pedagógicas, é, em boa parte, continuar sendo usada para o proselitismo e os interesses de angariar adeptos para suas denominações.O Ensino Religioso requer visão e formato integrado no ambiente escolar, o que implica proposta interdisciplinar. Como componente do Ensino Fundamental (Educação Básica), sua competência principal é a reflexão dos valores da sociedade. Por isso mesmo não se pode reduzir a disciplina à catequese, pois deve respeitar a diversidade cultural e a diversidade religiosa, num país laico. É função da escola educar, identificar os valores, como também educar para a compreensão/formação de significados e valores sociais, entre eles, promover atitudes de respeito às diferenças, por meio da criação de significados e ressignificação cultural, em todas as disciplinas, como também na disciplina de Ensino Religioso. Com o avanço na Legislação (Constituição de 1988 e LDB de 1996), o Estado cumpriu seu papel, propôs os PCNs (1997) e a sociedade civil, envolvida com a Educação Escolar cumpriu sua parte, como os programas de governo (a exemplo das duas CONAEs, de 2010 e 2014) como base ao atual PNE (2014-2024). O que falta, realmente, é um investimento decisivo na formação docente, muito falha na Educação brasileira, não só na disciplina de ER, como também em todas as outras.As aulas praticadas nas escolas refletem, ainda, mistura entre a disciplina quando era confessional e as propostas, a partir de 1997, de pluralidade cultural e religiosa. A disciplina de ER é manipulada por instituições religiosas para servir de palco de disputas: umas para ter um lugar e outras para manterem seus lugares hegemônicos, usando até a temática inclusão, mas o que se percebe é a escola transformada em campo de lutas, conflitos, desconfianças e competição entre as diversas confissões religiosas.A formação do professor de Ensino Religioso está pautada nos diferentes aspectos da condição humana, que leve em conta a realização do sujeito em termos pessoais e na relação com o contexto social. Deve ser uma formação que consiga promover o resgate da razão com a vida, levando em conta as necessidades vitais, aspirações e conhecimentos dos alunos, na leitura crítica da realidade, o que ainda não acontece na escola brasileira. Fazer a releitura, contextualizada, das religiões e buscar formas integradas de conhecimento, capazes de investigar o fenômeno numinoso, religioso, no sentido de religare é o que, em tese, convém buscar. Estes não se encontram – para valer, a não ser ainda timidamente - nos livros didáticos, e via de rega (ainda) não se ensinam nas aulas de Ensino Religioso.A prática da disciplina como é ainda praticada nas escolas brasileiras demonstra hegemonia confessional, com juízo de valores, o que faz com que diminua o arcabouço cultural e do conhecimento de crenças de outras culturas, tão ricas quanto todas as outras crenças, nas relações com o numinoso e a sacralidade. Há que requerer nova concepção de entendimento dos estudos religiosos e da ciência das religiões. Da forma como está sendo ministrada, a disciplina não faz falta ao aluno, em que pese a pesquisa ter mostrado que, curiosamente, o aluno da escola pública não é avesso a ela. Resta saber até quando permanecerá (tão somente) como uma exigência burocrática de saberes isolados.REFERÊNCIASAFFONSO, José. A primeira Lei. Eficácia e Economia na Gestão de Empresas. São Paulo: Pritence Hall. 2003.ALVES, Monica Pinz. A abordagem da elementarisierung para o ensino religioso. Anais do Congresso Internacional da Faculdade EST. São Leopoldo: EST, v, 2, 2014, p. 1527 – 1537.AMADO, J. Ciência da Educação – Que estatuto epistemológico? Revista Portuguesa de Pedagogia. Extra série, 2011.BRASIL. Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília, Senado Federal, 1988.______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: pluralidade cultural, orientação sexual. Brasília: MEC/SEF, 1997.______. UNESCO. Declaração Universal do Direitos Humanos. Representação da UNESCO no Brasil. Brasília, 1998.______. MEC – Ministério da Educação e do Desporto. INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Plano Nacional de Educação, 2001. Disponível em: . Acesso em 18/ mar. 2018.______. Ministério de Educação e Cultura. Plano Nacional de Educação. 2008. Disponível em:< Http://portal.mec.gov.br/arquivos/conferencia/documentos/doc_final.pdf>Acesso: 18 mar. 2018.______. FONAPER. Diretrizes para a Formação de Professores do Ensino Religioso. Brasília: FONAPER, 2009.______. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Resolução CNE/CEB Nº 4, de 13 de julho de 2010. Define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Brasília, DF, 2010a.BOCHNIAK, Regina. Questionar o conhecimento: interdisciplinaridade na escola. São Paulo: Loyola, 1992.BOURDIEU, Pierre, & Passeron, Jean-Claude. A Reprodução: Elementos para uma teoria do sistema de ensino. Rio de Janeiro: Francisco, 1975. BOURDIEU, Pierre. Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 1998. COUTINHO, Luciano. A Terceira revolução Industrial e Tecnológica: as grandes tendências de mudança. Economia e Sociedade. Campinas: UNICAMP/IE, n. 1, p. 69-87, agosto 1992.FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. (Org.) Didática e Interdisciplinaridade. Campinas: Papirus, 1988.FOLLMANN, J. I. Prefácio – Composição do lugar para a leitura. In: KRONBAUER, S. C. G; STROHER, M. J. Educar para a convivência na diversidade: desafios para a convivência na sociedade. São Paulo: Paulinas, 2009.FONAPER. Dossiê: Formação do Professor de Ensino Religioso (2º semestre). Curitiba: Mimeo, 2004.GIROLETTI, Domingos. Fábrica: Convento e Disciplina. Revista Gestão & Tecnologia. Vol. 2, n. 1, 2002.GOMES, N. L. Educação e diversidade étnico-cultural. In: SEMTEC. Diversidade na educação reflexões e experiências. Brasília: Programa Diversidade na Universidade, 2003.JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.JUNQUEIRA, Sérgio Rogério Azevedo. Formação do Professor de Ensino Religioso: Um Processo em Construção no Contexto Brasileiro. Revista de Estudos da Religião junho / 2010 / pp. 62-84 ISSN 1677-1222._______. Anais do III Encontro Nacional do GT História das Religiões e das religiosidades. ANPUH – Questões da Formação do professor de Ensino Religioso no contexto brasileiro. Revista Brasileira de História das Religiões. Maringá/PR, v. III, n. 9, jan. 2011. Disponível em: Acesso: 14 jul. 2016.MARRAMAO, Giacomo. Céu e terra: genealogia da secularização. 1. ed. São Paulo, Unesp, 1994.MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2005.PONTUSCKA, N. (Org.) Ousadia no diálogo: interdisciplinaridade na escola pública. São Paulo: Loyola, 1993.SABINO, Mário. Um acordo sob suspeita. São Paulo. Revista Veja, Edição n. 1248, ano 2009.SANTOS, Jailson Alves dos. Para uma Concepção Multicultural dos Direitos Humanos. Contexto Internacional, 23, 1, 7-34, 2001.Disponível em:. Acesso: 23 mar. 2016.SENGE, Peter M. A quinta disciplina. São Paulo: Editora Best Seller, 1990.SILVA, Raylin Barros. História do Ensino Religioso no Brasil: limites e desafios para um Ensino Humanitário. Parte 1. Revista História e História. 2013. Disponível em: . Acesso: 22 mar. 2016.TARDIF, M.; LESSARD, C. (Org.). O ofício do professor: história, perspectivas e desafios internacionais. Petrópolis: Vozes, 2008.[1] Mestre em Educação Tecnológica pelo Instituto Federal do Triângulo Mineiro - IFTM. Orientadora de Cursos no SENAC Minas – Uberaba – MG. [2] Professor do Instituto Federal do Triângulo Mineiro – IFTM – Uberaba – MG.[3] Isso por causa das inovações religiosas, novas religiões, espiritualidades, dimensões que se imbricam e formam a pluralidade religiosa da modernidade.[4] Departamento de Educação e Cultura.